Política
Uma das copresidentes do partido Rede Sustentabilidade, a baiana Iaraci Dias, que pertence ao grupo político de Marina Silva (Rede-SP), foi expulsa da legenda na noite da última quinta-feira (14). O partido é comandado atualmente pela ala da deputada federal Heloísa Helena (RJ). A parlamentar protagoniza internamente um embate com a ex-ministra do Meio Ambiente.
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Iaraci contou, em entrevista exclusiva ao BNews, neste sábado (16), que as desavenças com o partido iniciaram após ela ser denunciada no Conselho de Ética da sigla com uma acusação de ter maltratado uma mulher de 75 anos na eleição de 2024, em Itabuna, no sul da Bahia. Ela nega as acusações e alega "violência política" da parte do grupo ligado a Heloísa Helena.
"O objetivo realmente era impedir que no mês de julho eu assuma como porta-voz nacional e passe a ordenar recursos, a fazer a política do partido. Só isso", declarou Iaraci.
"Eu não tive direito a defesa nenhuma. Isso é violência política usar inclusive mulheres pretas para poder estar denunciando e apenando uma pessoa, sabe?", acrescentou, explicando que o Conselho de Ética havia recomendado apenas a suspensão dela por dois anos.
Segundo Iaraci, na hora da votação, a direção mudou a pena para expulsão. Ela ainda comparou a sua situação com a de Giovanni Mockus, Coordenador Nacional do partido, que tinha recomendação para ser expulso, mas a pena foi abrandada para suspensão.
Iaraci revelou que irá tomar medidas judiciais após ter apresentado sem sucesso as provas e as testemunhas na sua defesa para tentar provar a sua inocência junto ao partido antes do julgamento final.
"[Pretendo tomar] Todas [as medidas judiciais]. Todas possíveis, inclusive no campo criminal.Eu sou pré-fundadora da Rede. Esses anos todos eu me dediquei a isso. Eles não têm o direito de me colocar e me tirar pela porta do fundo", declarou.
Manifesto
O grupo "REDE Vive", uma ala interna do partido Rede Sustentabilidade, escreveu um manifesto político de defesa e solidariedade a Iaraci logo após a reunião que decidiu pela expulsão dela e a suspensão de Giovanni Mockus. O documento é assinado pela ex-ministra Marina Silva e seus aliados.
"Sem comprovação de infrações éticas e sem qualquer compromisso com uma avaliação justa e equilibrada dos fatos, o Diretório Nacional foi lamentavelmente transformado em palco de uma verdadeiro caça às bruxas contra aqueles que ousam lutar pela recuperação dos princípios e valores fundantes da REDE", diz um trecho do comunicado.
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