Política
por Anderson Ramos
Publicado em 18/11/2025, às 12h27
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fez um breve comentário sobre a operação da Polícia Federal que resultou na liquidação extrajudicial do banco Master, e na prisão de Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira.
Em conversa com jornalistas na portaria do Ministério da Fazenda, em Brasília, na manhã desta terça-feira (18), Haddad avaliou que o processo, conduzido pelo Banco Central, deve estar "muito robusto".
"Não vou comentar porque é um assunto do Banco Central, mas vocês acompanharam todo o processo. Enfim, o Banco Central é o órgão regulador do sistema financeiro, e eu tenho certeza que, para chegar a esse ponto, todo esse processo deve estar muito robusto", declarou Haddad.
LIQUIDAÇÃO JUDICIAL
A liquidação judicial implica a interrupção imediata das atividades das instituições e a nomeação de um liquidante pelo Banco Central, que passa a administrar os bens e obrigações das empresas. Clientes e credores serão atendidos conforme os trâmites legais previstos para esse tipo de intervenção.
O Banco Central ainda não divulgou detalhes sobre os motivos específicos da liquidação, mas a decisão reforça a gravidade da situação envolvendo o grupo financeiro de Vorcaro.
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso no aeroporto de Guarulhos (SP) quando tentava embarcar em seu jato para o exterior. Ele alegou que estava viajando para Dubai e iria se encontrar com os investidores árabes que, supostamente, integrariam um consórcio com o grupo Fictor para comprar o Master.
OPERAÇÃO COMPLIANCE ZERO
A Operação Compliance Zero cumpriu cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 de busca e apreensão no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal.
O presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi afastado do cargo. O BRB anunciou, em março, a aquisição do Master. O negócio avaliado inicialmente em R$ 2 bilhões foi barrado pelo Banco Central.
A ação policial investiga a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional. A apuração começou em 2024, após o Ministério Público Federal (MPF) apontar possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes. São investigados crimes como gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa.
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