Política
Líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) reagiu à declaração do relator do projeto que trata da dosimetria para condenados por tentativa de golpe de Estado, deputado Paulinho da Força (SD-SP), de que o texto deverá beneficiar Jair Bolsonaro (PL).
“No caso da dosimetria para os mandantes, ele pode aumentar, em vez de 27, coloca 30 anos”, ironizou, referindo-se ao resultado do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) de 11 de setembro, que condenou o ex-presidente a 27 anos e 3 meses de prisão. A declaração foi dada em entrevista à TV Metrópoles nesta quinta-feira (25).
“Vamos concentrar o peso da punição nos mandantes do crime, em quem pensou em matar o presidente, o vice e o ministro do TSE, em derrubar uma eleição legítima, quem incentivou e financiou aquela baderna do 8 de Janeiro”, afirmou o senador.
O senador fez questão de separar quem ele classificou de "bobos da corte" dos mandantes dos atos de violência em Brasília.
“Depredaram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional, o STF, o que aconteceu no 8 de Janeiro não foi pouca coisa. Mas quem foi lá quebrar, pra mim, foram os ‘bobos da corte’, com diária paga, hotel, a chamada massa de manobra. Já os mandantes ficaram na arquibancada. Quem quebrou tem que pagar, mas quem mais tem que pagar são os que pensaram, engendraram e financiaram”, concluiu.
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