Política

Jaques Wagner solta o verbo após confusão e quebra de sigilo de Lulinha

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Wagner garantiu que Lulinha poderá prestar esclarecimentos, desde que haja imparcialidade nas investigações e depoimentos.  |   Bnews - Divulgação Reprodução/X
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 26/02/2026, às 15h59 - Atualizado às 15h59



O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), não poupou críticas à votação sobre a quebra de sigilo do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, durante a sessão desta quinta-feira (26) da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

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Para Wagner, a votação foi "manipulada". "Houve uma manipulação, prefiro não adjetivar e, portanto, não sei exatamente como esse imbróglio vai terminar", disse em entrevista à CNN Brasil.

A sessão precisou ser suspensa por conta de uma confusão entre os parlamentares presentes. Ainda durante a entrevista, Wagner classificou o ocorrido como "absurdo".

"Um absurdo, realmente foi-se as vias de fato porque as pessoas ficaram indignadas com a proclamação do presidente Carlos Viana sobre o resultado. Não há como negar que o número nosso era 14 e não 7 e quem ganha é a maioria", disse.

"Na minha opinião, um horror porque eu acho que o tratamento dentro do Congresso deveria se dar de outra forma, mas não há como se calar", completou.

O líder do governo Lula no Senado revelou ainda que o PT deve recorrer da decisão tomada na CPMI e procurar o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), para tratar sobre o caso.

"Nós estamos muito tranquilos, vamos continuar brigando por aquilo que achamos correto e vamos ver. O presidente Davi deve submeter isso à mesa ou à Comissão de Justiça do próprio Senado, e vamos ver qual a decisão. Na verdade, como essa CPI é mista, o comando é realmente do presidente do Congresso, mas acaba envolvendo também o presidente Hugo Motta", declarou.

Wagner garantiu que Lulinha pode prestar esclarecimentos à Comissão, desde que haja "equilíbrio".

"Ele pode prestar esclarecimento, mas nós não podemos ter uma CPI com cacoete para um lado só. Ele pode prestar depoimento, eu quero saber porque o cunhado do Vorcaro não pode", pontou. 

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