Política

EXCLUSIVO! João Roma reage após prisão domiciliar de Bolsonaro: “Vexame”

Alan Santos / PR
João Roma, presidente do PL na Bahia, classifica a decisão do STF como uma retaliação e critica a postura do ministro Alexandre de Moraes.  |   Bnews - Divulgação Alan Santos / PR
Henrique Brinco

por Henrique Brinco

henrique.brinco@bnews.com.br

Publicado em 04/08/2025, às 18h54 - Atualizado às 19h10



O ex-ministro da Cidadania e presidente do PL na Bahia, João Roma (PL), criticou duramente a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A medida foi cumprida pela Polícia Federal na noite desta segunda-feira (4) e inclui o confisco de celulares presentes na residência de Bolsonaro, além da proibição de visitas.

Em entrevista ao BNews minutos após a decisão ser divulgada, o baiano classificou a ordem como uma retaliação política. “Mais uma medida que não tem nada a ver com medida judicial. Há muito tempo que a Constituição foi rasgada. Não é um processo judicial. É um processo de vingança”, disparou.

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O dirigente do PL baiano também criticou diretamente a postura do ministro do STF. “O ministro silencia quem levanta a voz para questionar, quem discorda das suas opiniões. Aí vai escalando essas medidas. Dizendo que foi publicado numa rede social do filho. É algo simplesmente criado da cabeça de Alexandre de Moraes. A gente vê isso com muita perplexidade”, afirmou.

Roma demonstrou preocupação com a imagem do país no cenário internacional. “Lamentando que o Brasil está protagonizando esse vexame internacional. Não tem o devido processo legal. Querem calar qualquer pessoa que desagrade o todo-poderoso Alexandre de Moraes. Lamentamos profundamente.”

Para o ex-ministro, o caso contribui para acirrar ainda mais os ânimos no país. “Estamos em todo o Brasil acompanhando todos os fatos com indignação. Essas medidas só fazem piorar, em vez de harmonizar a nação. Ele se posta como dono do Estado brasileiro, querendo que tudo ocorra de acordo com a sua vontade. Estamos acompanhando todos indignados.”

A decisão de Moraes foi tomada no âmbito do inquérito que apura tentativa de golpe de Estado, envolvendo Bolsonaro e aliados. O ministro justificou a prisão domiciliar com base em publicações feitas por um dos filhos do ex-presidente, alegando risco à ordem pública.

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