Política
por Héber Araújo
Publicado em 02/09/2025, às 05h30
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), juntamente com outros setes acusados de participarem do núcleo crucial da Trama Golpista irão a julgamento nesta terça-feira (2). Os réus são acusados de crimes como formação de organização criminosa, tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, entre outros.
O julgamento ocorre no Supremo Tribunal Federal (STF), entre os dias 2 e 12 deste mês de setembro, em datas e horários previamente estabelecidos pelo ministro Cristiano Zanin. Por isso, o BNews separou um guia com a programação completa para o julgamento.
O julgamento dos réus ocorrerá entre os dias 2, 3, 9, 10, e 12 de setembro, ocorrendo sempre entre as das 9h às 12h no período da manhã, e das 14h às 19h no período da tarde. Apenas nos dias 3 e 10 as sessões do julgamento ocorrerão exclusivamente pela manhã.
Confira os dias e horários:
Terça-feira (2)
Quarta-feira (3)
Terça-feira (9)
Quarta-feira (10)
Sexta-feira (12)
A sessão desta terça será iniciada com a leitura do relatório do ministro Alexandre de Moraes, que irá relembrar todas as etapas do processo judicial da trama golpista. Ainda no documento serão detalhadas as acusações feitas pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Na sequência, o procurador-geral, Paulo Gonet, irá defender as acusações e condenações dos réus, tendo até 2 horas para o fazê-lo.
Após a sustentação da PGR, as defesas dos acusados serão convocados para declarar os motivos pelos quais eles devem ser absolvidos. A primeira a se manifestar será a defesa de Mauro Cid, visto que é o delator do caso. A previsão é que a defesa de Jair Bolsonaro seja a sexta, por ordem alfabética.
A votação dos para a condenação deve ocorrer apenas na próxima semana, sendo iniciada pelo voto de Moraes, que é o relator do processo, que irá sugerir a pena a ser aplicada a cada um dos réus, que pode chegar a 40 anos de prisão.
Os demais ministros irão proferir voto somente após a conclusão do relator seguindo a seguinte ordem: Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, este que, como último a proferir voto, apresentará o resultado final do processo.
Eles são acusados de firmarem uma organização criminosa armada; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; Golpe de Estado; dano qualificado pela violência e grave ameaça contra patrimônio da União, e com considerável prejuízo à vítima; e deterioração de patrimônio tombado
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