Política

Leilão de arroz: Pimenta cancela presença na Câmara e deve ser convocado, junto a Rui Costa

Ricardo Stuckert / PR
Com convocação, ministros serão obrigados a comparecer ao colegiado  |   Bnews - Divulgação Ricardo Stuckert / PR


O ministro da Secretaria Extraordinária de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta (PT), confirmou presença na sessão desta quarta-feira (3) da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento da Câmara dos Deputados, mas cancelou a participação, de última hora, com a justificativa de que foi chamado para um compromisso pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Com o cancelamento, o presidente do colegiado, deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES), abriu a sessão com reclamações à postura de Pimenta. "Fica registrada a minha indignação [com o não comparecimento]", disse ele.

Diante da situação, o parlamentar entrou com um requerimento para que Pimenta seja convocado, e não mais convidado, o que torna a sua presença obrigatória na data determinada pela comissão.

Assim, ele deve ser o segundo ministro a ser convocado para prestar esclarecimentos sobre a leilão de arroz promovido pelo governo federal, depois de Rui Costa (PT), da Casa Civil, cujo requerimento para sua ida obrigatória já foi apresentado por Evair.

O ex-diretor de Operações e Abastecimento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Thiago José dos Santos, também deveria ser ouvido nesta tarde, mas repetiu o movimento de Pimenta ao cancelar a participação. Segundo Evair, ele sofreu pressão externa para não comparecer.

No caso do ex-diretor, porém, não há possibilidade de convocação, uma vez que ele não ocupa mais cargos públicos. A Comissão de Agricultura, portanto, só irá recebê-lo caso ele aceite o convite e compareça por vontade própria.

Leilão de arroz

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), afirmou nesta quarta-feira (3) que o governo voltou atrás e não vai realizar, no momento, o leilão para a compra de arroz, mas que vai continuar monitorando o mercado. 

"Com a sinalização e a disponibilidade do governo federal de comprar arroz importado e abastecer o mercado brasileiro e a volta da normalidade no Rio Grande do Sul, os preços do arroz já estão dentro da normalidade”, disse ele, à GloboNews.

O primeiro leilão de arroz, feito em maio, foi anulado após suspeitas de que as empresas vencedoras não teriam condições de entregar o que foi acordado. 

O certame em questão foi gerido pela Conab, para a compra de 300 mil toneladas de arroz importado. A aquisição seria feita para garantir estoque e evitar a alta no preço do produto por causa das enchentes no Rio Grande do Sul, estado que é o maior produtor do grão no Brasil.

Casa Civil

Já foram ouvidos pela comissão sobre o leilão de arroz o ministro Fávaro e o ex-secretário nacional de Política Agrícola, Neri Geller, que foi demitido em meio às polêmicas, quando veio a público que seu advogado, Robson Luiz de Almeida França - que é presidente da Bolsa de Mercadorias de Mato Grosso - , foi um dos intermediários do concurso. 

Geller e Fávaro confirmaram que a decisão de realizar o leilão aconteceu no âmbito da Casa Civil. É por este motivo que a Comissão de Agricultura decidiu pela convocação de Rui Costa.

Classificação Indicativa: Livre

FacebookTwitterWhatsApp