Política

Lula defende recompra da Refinaria Landulfo Alves e dispara: 'A Petrobras é nossa'

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Presidente criticou tentativas de desmonte da Petrobras e diz que sonha com volta de distribuidora própria  |   Bnews - Divulgação Deivid Santana / BNEWS
Antonio Dilson Neto e Matheus Simoni

por Antonio Dilson Neto e Matheus Simoni

Publicado em 14/05/2026, às 17h20 - Atualizado às 18h02



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu agenda no Polo Petroquímico de Camaçari nesta quinta-feira (14), onde visitou as instalações da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen-BA). A unidade, que retomou as operações em janeiro de 2026 após anos de hibernação, serviu de cenário para um discurso focado na soberania nacional e na promessa de desfazer o que chamou de "venda de pedaços" da Petrobras.

Lula não fugiu da polêmica sobre a antiga Refinaria Landulfo Alves (RLAM), hoje Mataripe, vendida durante a gestão anterior ao grupo Mubadala.

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O petista confirmou o desejo do governo de reestatizar o ativo, mas impôs condições.

A gente quer comprar, mas pelo preço que a gente acha que é justo e não pelo preço que querem vender", afirmou o presidente

O "fantasma" da BR Distribuidora

Outro ponto alto do pronunciamento foi a menção à antiga BR Distribuidora (atual Vibra Energia). Lula demonstrou inconformismo com a privatização da empresa e usou uma metáfora sobre o uso da marca Petrobras por uma entidade privada.

"A BR era tão importante que os caras que compraram não quiseram tirar o nome. É privada, mas tem o nome da Petrobras. É como se eu fosse casado com uma mulher muito rica e não quisesse tirar o nome dela", comparou.

Para o presidente, a perda da distribuidora tirou da Petrobras a capacidade de influir diretamente nos preços e na logística de combustíveis no país, deixando em aberto o plano de criar uma nova rede de postos estatal.

Foco na segurança alimentar

A reativação da Fafen-BA, que recebeu investimentos de R$ 100 milhões, é peça-chave no Novo PAC. Com capacidade para produzir 1.300 toneladas de ureia por dia, a planta deve suprir 5% da demanda brasileira, ajudando a diminuir a dependência de importações, que hoje chega a 90% no setor de fertilizantes.

O Brasil é o segundo maior produtor de alimentos do mundo e não pode ser importador de 90% do fertilizante que a nossa agricultura precisa", pontuou Lula.

Além do impacto econômico, a retomada da unidade em Camaçari tem um reflexo social imediato, com a geração prevista de 900 empregos diretos e cerca de 2.700 indiretos na Região Metropolitana de Salvador.

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