Política
por Anderson Ramos
Publicado em 05/11/2025, às 09h14 - Atualizado às 12h05
A Câmara dos Deputados aprovou, na sessão da terça-feira, 4, o projeto de lei que amplia de cinco para 20 dias o período da licença-paternidade.
A proposta prevê um aumento gradual nos dias de licença ao longo de três anos, sendo 10 dias em 2027, 15 dias em 2028 e 20 dias a partir de 2029. Inicialmente, o projeto era de uma progressão para até 30 dias de licença-paternidade, mas não houve acordo entre os deputados para isso.
Após consenso entre os líderes partidários da Câmara, a votação aconteceu de forma simbólica e não precisou do registro formal dos deputados.
Durante análise, a proposta teve a inclusão do destaque 3, que pretendia suprimir a expressão "desde que comprovado o nexo com o parto". A ideia, apresentada pelo Avante, foi aprovada na Câmara, mas contou com votos contrários de deputados do PCdoB e PDT, partidos de esquerda alinhados com o governo Lula, que trabalha pela aprovação da matéria.
"Era preciso excluir essa exigência formal. O mais importante era permitir a presença do pai, prolongando a licença, para acompanhar, o período de internação da mãe ou do filho nascituro, em caso de internação, independentemente de motivo dessa hospitalização (uma enfermidade ou acidente no pós-parto)", disse em nota a assessoria da deputada Alice Portugal (PCdoB).
O destaque foi aprovado com 377 votos favoráveis e 50 contrários. Dos 39 deputados da bancada baiana, 26 votaram pela aprovação do destaque, e apenas cinco rejeitaram a proposta. Outros oito parlamentares da Bahia não votaram.
Veja como a bancada baiana votou no destaque:
Sim
Não
Ausentes
Após a aprovação na Câmara, o projeto volta para nova análise do Senado, por conta de alterações no texto e depois vão à sanção do presidente.
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