Política

Lula critica Faria Lima e diz que ninguém tem autoridade para cobrar responsabilidade fiscal dele

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Durante entrevista, Lula questiona postura da Faria Lima e critica falta de foco em questões sociais e inclusão  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Youtube / SBT
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 10/09/2026, às 21h10



O presidente Lula (PT), candidato à reeleição, criticou a chamada Faria Lima durante entrevista ao SBT nesta quinta-feira (10). Ao ser questionado sobre a necessidade de ajuste fiscal, o petista afirmou que o mercado financeiro não considera questões sociais e sustentou que possui histórico de responsabilidade nas contas públicas.

Lula ironizou as críticas vindas do setor financeiro e questionou a postura da Faria Lima. “Eu gostaria de saber por que a Faria Lima só chora. A Faria Lima não conhece a palavra social. A Faria Lima não conhece a palavra inclusão”, declarou. Segundo o presidente, a única forma de inclusão conhecida pelo mercado seria relacionada aos juros recebidos pelos investidores.

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Na sequência, Lula defendeu seu histórico durante os primeiros mandatos e afirmou ter registrado superávit primário ao longo dos oito anos em que esteve na Presidência. “Ninguém nesse país tem autoridade para falar de autoridade fiscal comigo. Ninguém”, afirmou. O presidente disse ainda que chegou a alcançar superávit de 2,5% e ressaltou que sua concepção sobre gastos públicos não veio da universidade, mas de um ensinamento de sua mãe, Dona Lindu.

“Eu aprendi que a Dona Lindu que a gente só gasta aquilo que a gente tem. E se a gente tiver que fazer uma dívida, a gente faz uma dívida para aumentar o patrimônio da gente”, afirmou Lula. Para o presidente, investimentos em educação devem ser considerados uma forma de ampliar o patrimônio do país, por meio da qualificação profissional e da geração de conhecimento. “Investir em educação é investir no aumento do patrimônio, na qualificação de mão de obra, na exportação de inteligência e de conhecimento e não de soja e de commodity”, concluiu.

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