Política
Publicado em 24/04/2022, às 08h35 - Atualizado às 11h54 Redação
Ainda em fase de montagem de Programa de Governo, o ex-presidente Lula não incluirá a bandeira da revogação da reforma trabalhista. A decisão vai na contramão de cobranças feitas por partidos aliados, entre eles o próprio Partido dos Trabalhadores (PT).
O petista deve optar pelo caminho da “revisão” do pacote implantado no governo Michel Temer, com foco, a princípio, em três pontos principais: mudança das regras para o trabalho intermitente; garantia de direitos para profissionais que fazem entregas ou transporte de passageiros por aplicativos; e possibilidade de os sindicatos determinarem em assembleia com seus filiados as suas fontes de recursos.
Ao participar de um encontro com sindicalistas no último dia 14, o petista disse não querer “voltar ao que era antes”, mas tem deixado claro em entrevistas, os problemas que enxerga nas legislações trabalhistas.
No mesmo encontro com sindicalistas, o ex-presidente afirmou que a jornada intermitente faz “com que o trabalhador não tenha direito”. Por esse modelo, que passou a ser permitido após a reforma, o empregado pode ter carteira assinada como uma empresa, mas só trabalha quando é convocado. A hora-trabalho deve ser equivalente ao salário-mínimo, mas, se não houver convocação suficiente, ao fim do mês, o total a ser recebido pode ser inferior ao piso. Na última terça-feira, em entrevista a uma rádio do Tocantins, Lula voltou a dizer que o trabalho intermitente foi um dos problemas da reforma trabalhista.
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