Política
por Rebeca Santos
Publicado em 25/10/2025, às 12h35
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não aceitou os pedidos do senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes para escolher o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) como novo juiz do STF.
Membros do governo dizem, com certa desconfiança, que “Pacheco não é Lula. Pacheco é Lula”, indicando que o senador não é visto como alguém totalmente alinhado ao presidente.
Pacheco, advogado criminalista e ex-defensor de um réu do mensalão, chegou ao Senado após vencer Dilma Rousseff, que tentava uma vaga de senadora por Minas Gerais depois do impeachment.
Em 2021, com apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, ele se tornou presidente do Senado. Apesar de fazer gestos ao bolsonarismo, Pacheco se afastou de Bolsonaro durante a CPI da Covid e a tentativa de golpe, aproximando-se de Lula.
Conhecido por sua influência na política e no Judiciário, Pacheco é um dos nomes cotados para substituir o ministro Luís Roberto Barroso.
Lula prefere Jorge Messias, atual advogado-geral da União (AGU), que é visto como um nome fiel ao PT, próximo de Dilma e alguém que não mudaria de lado para apoiar pautas conservadoras em um eventual governo oposto ao lulismo.
Nos bastidores, a escolha de Messias é comparada à de José Antonio Dias Toffoli, ex-AGU de Lula e filiado ao PT, mas que, quando ministro do STF, foi nomeado por Bolsonaro e se aproximou de militares.
Segundo aliados do governo, Lula deve confirmar Messias para o STF assim que retornar de sua viagem à Indonésia e à Malásia.
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