Política

Lula ignora oposição e defende homenagem na Sapucaí: "Coisa extraordinária"

Ricardo Stuckert / PR
Com o tema 'Lula, o operário do Brasil', a escola de samba fez críticas a Jair Bolsonaro durante o desfile.  |   Bnews - Divulgação Ricardo Stuckert / PR
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 22/02/2026, às 07h41



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aprovou a homenagem que recebeu no Carnaval deste ano pela Acadêmicos de Niterói. Em entrevista concedida neste domingo (22), em Nova Déli, na Índia, onde participou de uma visita de Estado a convite do primeiro-ministro Narendra Modi, o petista avaliou o tributo como "extraordinário".

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Lula revelou ainda que só aceitou o convite da escola de samba para ser tema do desfile, sem participar de decisões sobre o desfile. O presidente revelou ainda que pretende visitar a escola para agradecer assim que retornar ao Brasil. Apesar dos elogios de Lula, a escola foi rebaixada.

“Sinceramente, acho que a escola fez uma coisa extraordinariamente, não cabia ao presidente dar palpite nos carros alegóricos, só cabia aceitar ou não, se ele queria ser homenageado, e sou muito grato à escola. Quando eu voltar para o Brasil, vou visitar a escola para agradecer a homenagem que eles prestaram à saga de dona Lindu, saindo de Garanhuns para São Paulo. Só isso”, declarou Lula.

Ao ser questionado sobre as críticas feitas por evangélicos, o presidente disse que não tem posição sobre o assunto. A escola de samba apresentou uma ala intitulada como “neoconservadores em conserva”, que levou à Marquês de Sapucaí pessoas fantasiadas de latas com rótulos estampando a imagem de uma família.

“Eu não penso. Assim, porque, primeiro, eu não sou carnavalesco. Eu não fiz o samba-enredo, não cuidei dos carros alegóricos. Eu apenas fui homenageado numa música maravilhosa. Foi uma pena que a minha mãe já tivesse morrido e não pudesse ver, porque, na verdade, a música é uma homenagem à minha mãe, é a saga dela de trazer a gente para São Paulo”, disse.

Com o tema "Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil", a Acadêmicos de Niterói contou a história do petista, além de fazer críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), retratado como o palhaço Bozo na avenida.

O desfile gerou repercussão política nas redes sociais e entre adversários do petista, que questionaram a presença de Lula como tema de um desfile durante o exercício do mandato. A oposição defende que o episódio se trata de propaganda eleitoral antecipada. O petista já confirmou que irá concorrer à eleição presidencial em 2026.

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