Política
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve endurecer o discurso em relação as suspeitas contra ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) após sair atrás de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições. Na última segunda-feira (5), Lula falou em "promiscuidade" na Suprema Corte e afirmou que é ele, e não Flávio, é o candidato antissistema na eleição deste ano.
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"Ele é a cara do sistema. E nós não explicarmos isso para a sociedade é um grande defeito nosso. (...) E que estamos carregando uma coisa muito grave que é a promiscuidade que ficou estabelecida na Suprema Corte Brasileira. É por isso que eu tenho falado da reforma do Poder Judiciário", disse o presidente em reunião com aliados.
Conforme noticiou o portal Uol, aliados do petista alertaram o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, sobre a subida de tom. A ideia do aviso foi evitar o "susto" de Fachin e pedir que ele entendesse que o objetivo não seria atacar a instituição, mas sim o comportamento de alguns ministros. Lula também tem defendido a criação de um mandato para a Corte e uma reforma do Judiciário.
A avaliação da campanha de Lula é que as suspeitas de envolvimento de alguns ministros, entre eles Alexandre de Moraes, com o banqueiro Daniel Vorcaro, recaiu sobre o petista. Assim, a campanha quer dissociar a imagem de Lula da de Moraes e do caso Master.
O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou em entrevista ao SBT News que Lula também quer tirar do presidente da República a atribuição de indicar ministros para o STF e transferir a escolha para a sociedade civil.
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