Política

Mansur diz que Diego Castro tem ‘síndrome de capitão do mato’ após confusão na UFBA e cobra punição da Alba

Ronaldo Mansur e confusão com Diego Castro na UFBA - Matheus Lopes e Reprodução/Redes Sociais
Candidato do PSOL afirmou que deputado “intimidou e agrediu” estudantes com “capangas” e cobrou punição da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba)  |   Bnews - Divulgação Ronaldo Mansur e confusão com Diego Castro na UFBA - Matheus Lopes e Reprodução/Redes Sociais
Eduardo Costa

por Eduardo Costa

redacao@bnews.com.br

Publicado em 21/08/2026, às 08h07



O candidato ao governo da Bahia, Ronaldo Mansur (PSOL), afirmou que o deputado estadual Diego Castro (PL) tem "síndrome de capitão do mato" após o parlamentar se envolver em uma confusão com estudantes da Universidade Federal da Bahia (UFBA) na quinta-feira (20).  

É surreal em pleno século XXI termos síndromes de capitães do mato dentro de uma universidade pública. Para fazer vídeos, o deputado invadiu a UFBA e não hesitou em intimidar e agredir os estudantes com os seus capangas", disse Mansur.

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O candidato do PSOL cobrou ainda que Diego Castro receba punições da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).

"É preciso que a ALBA puna esse deputado que representa apenas a ele mesmo e não o povo da Bahia”, declarou.

A Assembleia Legislativa do Estado da Bahia (Alba) divulgou uma nota criticando a atitude do parlamentar, informando que medidas serão tomadas contra o bolsonarista baiano.

No comunicado, o parlamento esclareceu "que a conduta em questão não representa o posicionamento institucional desta Casa Legislativa". "A Alba informa ainda que foi formalizada representação solicitando a apuração de possível quebra de decoro parlamentar. O procedimento seguirá os trâmites previstos no Regimento Interno da Assembleia Legislativa", declarou.

A confusão

Na manhã de quinta, o deputado estadual e candidato à reeleição, Diego Castro (PL), foi até a Faculdade de Comunicação da UFBA para, segundo ele, remover adesivos em apoio ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo Tobias Muniz, diretor do Centro Acadêmico da Faculdade de Comunicação da UFBA, a confusão começou após ele questionar o deputado sobre a gravação de um conteúdo no banheiro feminino da universidade. “Ele começa a me chamar de vagabundo, me desrespeitar, me xingar e de capanga”, relatou.

Ainda segundo o estudante, o parlamentar teria subido para o segundo andar da faculdade e provocado um tumulto entre os alunos. “Ele cria um tumulto quando ele sobe para o segundo andar para fazer mais zoada e movimentar os estudantes da Faculdade de Comunicação, a sair de suas aulas”, afirmou.

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Muniz também acusou o deputado de ter agredido o diretor da Faculdade de Comunicação. “Nesse processo ele agride o professor da Faculdade de Comunicação”, disse. O diretor do Centro Acadêmico afirmou ainda que outros estudantes teriam sido agredidos durante a confusão.

Após o episódio, segundo Tobias, os estudantes organizaram uma assembleia e pretendem registrar um boletim de ocorrência. “Nós vamos prestar queixa sobre esse ocorrido, registrar boletim de ocorrência, porque eu, assim como demais estudantes, fomos agredidos”, declarou.

Oque diz Diego?

Ao Bnews, o parlamentar negou que tenha cometido homofobia com um aluno e que tenha entrado no banheiro feminino, além de afirmar que as agressões ocorreram em legítima defesa.

Mentira, eu não entrei em banheiro feminino, isso é uma mentira. A imagem mostra claramente: eu cheguei na dependência próxima a um complexo de banheiros que tinha e mostrei: ‘Olha que contradição! O banheiro para pauta identitária tá bonitinho…’ mostrei a três metros da porta, que estava fechada”, disse o deputado.

"Não existiu homofobia. Houve uma discussão, inclusive me chamaram de fascista, me chamaram de filho da p*ta, me chamaram de vagabundo, xingaram minha mãe... Houve de tudo. E nem por isso eu me vitimizei, porque é sempre assim: eles batem e depois dizem que apanharam. Isso é mentira, não houve nenhuma acusação de homofobia, não houve nada disso”, declarou.

Classificação Indicativa: Livre

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