Política
por Héber Araújo
Publicado em 02/06/2026, às 19h41
A Polícia Civil de São Paulo revelou, nesta terça-feira (2), que o gabinete do deputado federal Mário Frias (PL-SP) enviou R$269 mil da cota parlamentar para empresas ligadas a Karina Ferreira da Gama. A empresária foi alvo da operação Wi-Fi, ocorrida na segunda-feira (1º), que apura contratos da prefeitura de São Paulo sobre a instalação de pontos de Wi-Fi gratuitos em periferias paulistas.
Karina também é apontada como responsável pela produtora que desenvolveu o filme biografico do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), intitulado “Dark Horse”. De acordo com o Metrópoles, os recursos enviados por Frias buscavam a “manutenção de escritório de apoio à atividade parlamentar”.
Entre as empresas que foram beneficiadas com os repasses estão a Complexsys Apoio Administrativo Ltda, que foi um dos alvos de mandados de apreensão cumpridos pela PC. De acordo com as autoridades, a empresa recebeu o equivalente a R$ 154 mil entre setembro de 2024 e abril de 2026.
Entre os sócios da Complexsys, estava Eduardo Ferreira Franco, que permaneceu na sociedade até março de 2025. Ele está, atualmente, como conselheiro do Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade sem fins lucrativos, que é presidida por Karina. A empresa foi uma das subcontratadas pelo ICB para prestar serviços após o contrato assinado para a implantação dos pontos de Wi-Fi.
Conforme documentos de prestação de contas entregues a gestão de Ricardo Nunes, o ICB afirmou que em junho de 2025 R$ 2,2 milhões foram pagos à Complexys.
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