Política

Filme de Bolsonaro está impedido de ser exibido no Brasil; entenda

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Dark Horse ainda não tem data de entreia no Brasil, mas Ancine aponta que filme de Bolsonaro pode ser barrado  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Héber Araújo

por Héber Araújo

Publicado em 16/05/2026, às 12h42



A Agência Nacional de Cinema (Ancine) confirmou que a produtora GOUP Entertainment, responsável pelo filme biográfico do ex-presidente Jair Bolsonaro intitulado “Dark Horse”, não registrou um pedido para lançamento da produção no Brasil.

“Não consta da base de dados da Ancine pedido de registro para lançamento comercial da obra no Brasil”, disse à Agência em nota divulgada à imprensa.

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Para uma produção cinematográfica ser exibida nos cinemas brasileiros, é preciso que haja registro e autorização da Ancine para que a produção seja distribuída. Sem esse registro prévio, o filme sobre o ex-presidente do Brasil pode ter a exibição nacional barrada.

O longa-metragem não tem data de estreia no Brasil, no entanto, o ator Jim Caviezel, que interpreta Bolsonaro na produção, afirmou que o longa tem data de estreia para o dia 11 de setembro deste ano, nos Estados Unidos. No entanto, o site especializado em entretenimento Deadline afirmou que o filme não data oficial e segue em busca de uma distribuidora.

Filme repleto de polêmicas

Em meio a incertezas sobre se a produção vai ou não estrear, o filme segue causando polêmicas. Dentre elas estão as informações divulgadas pelo site Intercept Brasil que revelou um contato entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e Daniel Vorcaro, dono do banco Master. 

Nos áudios divulgados, o filho 01 de Jair Bolsonaro cobra dinheiro ao banqueiro para investir no filme. Vorcaro chegou a pagar R$61 milhões para a produção do longa. Conforme Flávio a relação entre eles foi meramente contratual e não há nenhuma irregularidade na relação entre ele e o banqueiro.

Após as denúncias contra o senador, Dark Horse recebeu novas denúncias, onde trabalhadores da produção revelaram que sofreram assédio moral e agressões físicas. Além disso, eles também denunciaram condições precárias de trabalho no set de filmagens.

Todas as queixas foram apresentadas em um dossiê enviado para o Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões no Estado de São Paulo (Sated-SP). A entidade ainda afirmou que os funcionários pediram para não serem identificados e nem vão entrar na Justiça por estarem com medo de represálias. 

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