Política

Martelo batido! Justiça decide se dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, vai continuar preso ou será liberado

Banco Master
Ao pedir a liberdade de Vorcaro, a defesa disse que o pedido de prisão da Polícia Federal usou argumentos genéricos e não mostrou risco real  |   Bnews - Divulgação Banco Master
Rebeca Santos

por Rebeca Santos

Publicado em 20/11/2025, às 08h25



A Justiça decidiu manter preso Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Na última quinta-feira (19), a desembargadora Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, negou o pedido de liberdade feito pela defesa do banqueiro.

“A interrupção dos atos criminosos faz-se imperiosa”, pontuou a magistrada. “A liberdade do paciente, neste cenário de fraude sistêmica e interferência da fiscalização, representa risco concreto”, complementa.

Ele foi preso na segunda-feira durante uma operação da Polícia Federal.

“O decreto prisional aponta para veementes de gestão fraudulenta e organização criminosa”, diz o trecho da decisão.

A desembargadora afirma que "há fortes promessas de que a organização criminosa se mantenha em plena atividade, sendo a prisão necessária para cessar a continuidade delitiva".

"A complexidade do esquema, com o completo de 'informações inverídicas' e a criação de ''falsa narrativa' no Banco Central são indicativos do comportamento obstrutivo e da sofisticação da fraude que, somados ao amplo poder econômico do paciente, configuram um risco atual à ordem pública e à ordem econômica", afirma a desembargadora.

A magistrada explica que a prisão tem base em provas concretas do processo,  "na necessidade da decretação da medida para garantia da ordem pública e da ordem econômica, considerando que Vorcaro é apontado como um dos líderes da suposta organização criminosa  contra o sistema financeiro nacional, ocasionando prejuízo de bilhões de reais".

Ao pedir a liberdade de Vorcaro, a defesa disse que o pedido de prisão da Polícia Federal usou argumentos genéricos e não mostrou risco real.

Os advogados também afirmaram que os fatos investigados não são recentes, que o Banco Central não sofreu nenhuma ameaça quando decretou a liquidação extrajudicial do banco e que não houve tentativa de fuga, pois o empresário ia viajar aos Emirados Árabes Unidos apenas para aprovar a venda do Banco Master para um grupo de investidores.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)