Política

Mesmo investigado, Binho Galinha usou "laranjas" e liderou esquema criminoso, diz força-tarefa

Divulgação/ALBA // Jeferson Silva/SSP
Deputado é apontado como líder de esquema criminoso mesmo em meio a duas investigações paralelas  |   Bnews - Divulgação Divulgação/ALBA // Jeferson Silva/SSP
Matheus Simoni

por Matheus Simoni

matheus.simoni@bnews.com.br

Publicado em 01/10/2025, às 08h47



O deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha (PRD), voltou a ser o foco de uma investigação por envolvimento em crimes como lavagem de dinheiro e associação com o jogo do bicho. Mesmo investigado no âmbito das operações El Patrón e Fallen, que apuram uma extensa rede criminosa envolvendo o parlamentar, ele seguiu como liderança do grupo, de acordo com a investigação.

Clique aqui e se inscreva no canal do BNews no Youtube

Binho Galinha ainda seria o responsável por organizar o esquema de agiotagem, receptação qualificada, comércio ilegal de armas e associação para o tráfico. Nesta quarta-feira (1º), ele voltou a ser alvo, desta vez da operação "Estado Anômico", que ganhou esse nome devido ao fato de que essa expressão se refere a uma condição social marcada pela ausência ou enfraquecimento das normas, regras e valores que regulam o comportamento de uma sociedade, resultando em um sentimento de desorientação, desorganização e incerteza entre os indivíduos.

Alvo de um mandado de prisão, Binho Galinha ainda não foi capturado pela força-tarefa, que conta com membros do Ministério Público da Bahia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco); da Polícia Federal, Receita Federal e da Secretaria de Segurança Pública (SSP), através da Força Correcional Integrada (Force) e da Corregedoria da Polícia Militar.

Além dele, outras nove pessoas são alvos. Quatro policiais militares envolvidos diretamente com o deputado foram presos, além da esposa do parlamentar, Mayana Cerqueira da Silva, e o filho como João Guilherme Cerqueira da Silva Escolano. Eles chegaram a ser presos em 2023, mas foram soltos em abril de 2024. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 9 milhões em bens dos investigados e a suspensão das atividades de uma empresa usada para lavagem de dinheiro.

Segundo a força-tarefa, mesmo investigado e sob medidas cautelares, Binho Galinha comandava e liderava o grupo utilizando empresas de fachada e laranjas para movimentar recursos.

O BNews tenta contato com a defesa do deputado. O espaço segue aberto para a manifestação. De acordo com a Polícia Federal, a investigação continuará para apuração de eventuais outros envolvidos e fatos conexos. Se condenados pelos crimes cometidos, os investigados se sujeitarão a penas máximas que, somadas, podem ultrapassar 50 anos de reclusão.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)