Política
por Rebeca Santos
Publicado em 20/05/2026, às 09h55
Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), nesta quarta-feira (20), o ministro da Previdência Social do Brasil, Wolney Queiroz Maciel, comentou sobre os desdobramentos da Operação Colina, deflagrada pela Polícia Federal na última terça-feira (19).
A Operação Colina investiga um esquema de fraudes previdenciárias envolvendo a manipulação de sistemas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na Bahia.
Em entrevista com a repórter de política do BNews, Rebeca Santos, o ministro destacou que a operação foi feita em conjunto com a força-tarefa da Previdência, que é o serviço de inteligência do ministério.
“Essa operação foi feita pela força-tarefa previdenciária, que é a inteligência do ministério, junto com a Polícia Federal. Toda semana, praticamente, a gente tem uma operação onde é identificada a fraude”, destacou.
O ministro destacou que, após a identificação dos criminosos, todos os benefícios prorrogados de forma indevida serão suspensos e recolhidos pela Polícia Federal, restituindo os valores à Previdência.
“É suspenso o pagamento do benefício, as pessoas são presas às vezes em flagrante, e outros têm o processo feito pela Polícia Federal. Os benefícios são recolhidos, e a Polícia Federal e os órgãos de controle vão atrás para trazer esse dinheiro de volta para a Previdência”, enfatizou.
De acordo com a Polícia Federal, as investigações começaram depois que relatórios da Coordenação de Inteligência Previdenciária (COINP/MPS) apontaram irregularidades de um servidor do INSS que trabalha em Salvador. Ele estaria remarcando perícias médicas de forma indevida e adiando os atendimentos sem justificativa.
Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nas cidades de Salvador, Nazaré e Vera Cruz. As ordens judiciais foram expedidas pela 17ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária da Bahia.
De acordo com a Polícia Federal, essa prática impedia que os segurados fossem avaliados por peritos oficiais. Com isso, os auxílios-doença eram renovados de forma automática e irregular.
Os investigadores também descobriram que as perícias eram adiadas com desculpas falsas, como alegar “falta de atendimento médico”, mesmo em dias em que as agências estavam funcionando normalmente.
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