Política
A jornalista Karina Ferreira da Gama, proprietária da Go Up Entertainment, produtora responsável pelo polêmico filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nunca lançou nenhum filme, nem no Brasil e nem no exterior.
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A informação foi confirmada pela coluna da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, com a Agência Nacional de Cinema (Ancine), que regula o mercado de cinema e audiovisual brasileiro.
Outras duas empresas que constam no sistema da Agência no nome da indicada pelo deputado federal Mário Frias (PL-SP), a Go7 Assessoria e a ONG Instituto Conhecer Brasil, também nunca registraram nem lançaram nenhuma produção em cinema, TV aberta ou fechada no território nacional.
De acordo com a Ancine, a produtora teve o registro confirmado em 9 de julho de 2025 e está em situação regular. Ainda segundo o jornal O Globo, aparentemente, a empresa foi formada para fazer o filme de Bolsonaro.
O contrato social na Junta Comercial de São Paulo mostra uma alteração do objeto e das atividades econômicas, em junho de 2025. A sócia da Go Up reconhece que o dinheiro para a produção de “Dark Horse” começou a entrar em março de 2025, vindo do fundo mantido pelo advogado Paulo Calixto no Texas.
A Go UP conseguiu seus registros na Ancine e na Receita Federal apenas em maio de 2025, dois meses depois. De acordo com Karina, a produção e a pós-produção de “Dark Horse” já custaram o equivalente a US$ 13 milhões (o equivalente a R$ 65,7 milhões, na atual cotação do câmbio).
Karina diz que não teve nenhuma relação com a captação de recursos e que não sabe quem são os investidores. “Ela [a Go7] tem registro na Ancine bem mais antigo e tem projetos na Ancine”, afirmou. A Go7 foi registrada na Ancine em 2005, mas não tem nenhuma obra concluída ou finalizada devidamente registrada.
Segundo a Ancine, a Go7 e a outra empresa de Karina, o Instituto Conhecer Brasil, estão em situação irregular desde janeiro de 2026, com o registro suspenso, por falta de renovação da documentação.
Na prática, a Go7 e o instituto não podem registrar obras, apresentar projetos nem pleitear financiamento público perante a Agência. A Go Up, responsável por “Dark Horse”, está com o cadastro em dia, mas o filme ainda não foi registrado na agência.
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