Política
Os bastidores da filmagem de Dark Horse, filme que conta história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foram marcados por disputas ideológicas e tensões. Parte da equipe era progressista enquanto os líderes do projeto eram mais identificados com o bolsonarismo e o trumpismo, como o roteirista Mário Frias e o diretor Cyrus Nowrasteh.
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O jornal O Globo questionou a produtora Go Up, responsável pelo projeto, sobre os bastidores das filmagens, mas não teve resposta. Segundo a publicação, a equipe foi orientada a não usar roupas de cor vermelha ou símbolos de grupos como o MST. A produção também passou a questionar bonés e vestimentas das lideranças, que exibiam símbolos como a bandeira americana adornada por fuzis.
Algumas pessoas resistiram a participar do projeto por conta da natureza ideológica do filme. Alguns só aceitaram porque teriam recebido cachês mais altos que a média do mercado. Uma participante teria perdido um outro trabalho, após os responsáveis saberem que ela participava de Dark Horse. Ela chegou a chorar por causa do ocorrido.
No dia 22 de novembro de 2025, data da prisão de Jair Bolsonaro, a equipe abriu champanhes e celebrou com a "desculpa" de que se tratava da festa do "rolo 100", celebração comum em sets de filmagem quando o cartão de memória chega a 100. Nos bastidores, Frias e outros bolsonaristas lamentaram as comemorações.
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