Política

Ministro de Lula nega ‘caráter eleitoreiro’ em reajuste do Bolsa Família 17 dias antes do 1º turno

Bruno Moretti - Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Bruno Moretti afirmou que reajuste ocorreu após redução na projeção de despesas previdenciárias e será aplicado a partir de outubro  |   Bnews - Divulgação Bruno Moretti - Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Eduardo Costa

por Eduardo Costa

redacao@bnews.com.br

Publicado em 18/09/2026, às 09h29



O ministro de Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou nesta sexta-feira (18) que o reajuste de 15% do Bolsa Família não tem caráter eleitoreiro.

Em entrevista ao jornalista Fabio Graner, do jornal O Globo, publicada nesta sexta-feira (18), Moretti disse que o reajuste ocorreu por conta de uma redução na projeção das despesas previdenciárias.

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“A discussão estava acontecendo há um tempo, mas a gente estava com bloqueio de R$ 23 bilhões e depois em torno de R$ 17 bilhões”, afirmou.

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A medida foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na quinta, faltando 17 dias do 1º turno das eleições.

“A Previdência sozinha libera R$ 11,5 bilhões que eu entregaria para as áreas [que estão com bloqueio], inclusive [seriam] 20% para emendas parlamentares e 80% para despesas discricionárias”, afirmou. “A gente tinha um pleito no Bolsa Família, nós precisamos entender que há uma defasagem de 15% do poder de compra do beneficiário do programa, que são as pessoas em situação de maior vulnerabilidade”, declarou.

A mudança já passa a valer nas folhas de pagamento de outubro. O valor do benefício linear sobe de R$ 600 para R$ 691, enquanto o pagamento médio do programa social aumenta de R$ 675 para R$ 777, um aumento de aproximadamente 15%.

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