Política

Ministro do STF abre o jogo e diz que usou cannabis: 'Tive boa impressão'; saiba quem foi

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Ministro citou Portugal como referência na regulamentação da cannabis medicinal  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes sociais/Unsplash
Antonio Dilson Neto

por Antonio Dilson Neto

Publicado em 31/03/2026, às 17h03



O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, colocou sua experiência pessoal no centro do debate sobre drogas no Brasil. Em entrevista, ele revelou que já comprou cannabis fora do país para fins medicinais e defendeu uma revisão do atual modelo de combate às drogas.

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Eu já comprei em Portugal numa loja para fins de atenuar dores. Fiquei com boa impressão e comprei também para uma pessoa amiga que estava sofrendo”, afirmou o ministro, em entrevista ao podcast Cannabis Hoje..

A declaração foi acompanhada de uma defesa mais ampla de mudanças na política pública. Gilmar criticou o modelo de enfrentamento direto às drogas e apontou Portugal como referência internacional. “Portugal é um case de sucesso”, disse.

Segundo o ministro, o Brasil ainda opera sob uma lógica ultrapassada. “Nós estamos a tentar fazer a redefinição de uma adequada política de drogas, talvez marcando uma ruptura com aquela mensagem de guerra total às drogas”, declarou. Para ele, a transformação vai além da legislação e exige mudança cultural no sistema de Justiça.

O tema ganhou força após decisão recente do STF, que estabeleceu critérios para diferenciar usuários de traficantes. A Corte passou a considerar como usuário quem portar até 40 gramas ou seis plantas fêmeas de cannabis, afastando punições penais e adotando medidas educativas.

Mesmo assim, Gilmar avalia que o avanço é limitado. “A rigor esse foi um passo importante, mas é só um passo”, afirmou. Ele acredita que o país pode evoluir para um modelo semelhante ao português, com descriminalização do uso e foco em saúde pública.

Ao citar o exemplo europeu, o ministro destacou os efeitos práticos da mudança. “Portugal não tem grandes cartéis, não tem grandes organizações envolvidas nesse processo. Tem uma vida normal”, concluiu.

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