Política
por Héber Araújo
Publicado em 10/11/2025, às 20h04
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou, nesta segunda-feira (10), a “suspensão imediata” do inquérito contra famílias que retiraram corpos da mata após a megaoperação do Rio de Janeiro.
A investigação contra os familiares das vítimas da operação mais letal do país ocorreu após denúncia do secretário da Polícia Civil, Felipe Curi, que alegou “fraude processual”. Segundo ele, as famílias dos mortos ocultaram armas e roupas que ligavam os mortos a facção Comando Vermelho durante a retirada dos corpos da mata.
Após a determinação de Moraes, a assessoria da Polícia Civil do Rio de Janeiro afirmou que “não se trata de investigação contra familiares de mortos, mas de ordens de líderes da facção criminosa para tentar ocultar os vínculos dos mortos com a organização”, disse.
Segundo a Polícia Civil do Estado, roupas camufladas, vestidas pelos suspeitos, assim como armas de fogo, foram retiradas dos suspeitos mortos, com intuito de esconder a ligação a ligação cm a facção. Mais de 70 cadáveres forem encontrados e removidos das matas pelos moradores do Complexo do Alemão.
Na mesma determinação, Moraes determinou que o governo do Rio preservasse as imagens das câmeras corporais dos policiais, além de manter cópias dos laudos das necrópsias e dos relatórios policiais.
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