Política

"Música misógina, arrombando os ouvidos", detona deputada após banhista reclamar de pagodão nas praias de Salvador

Diinaldo Silva / BNews
Olívia Santana se manifesta contra o uso de caixas de som em volume elevado e letras misóginas nas praias da Bahia  |   Bnews - Divulgação Diinaldo Silva / BNews
Henrique Brinco

por Henrique Brinco

henrique.brinco@bnews.com.br

Publicado em 25/06/2025, às 18h04 - Atualizado às 18h16



A deputada estadual Olívia Santana (PCdoB) criticou o uso de caixas de som em volume elevado e as músicas do pagodão baiano com letras de cunho misógino. A reação acontece após o vídeo de um banhista reclamando da falta de educação de alguns frequentadores do Porto da Barra.

"Música misógina, arrombando os ouvidos das pessoas. Não sou a favor da criminalização dos paredões, mas é preciso investir na conscientização e educação sonora", escreveu a parlamentar, nos comentários da postagem do BNews sobre o assunto.

Lázaro Felipe estava na praia do Porto da Barra neste feriadão e reclamou do som alto. (Foto: Reprodução / Instagram)

"Além de ser desrespeitoso com a coletividade, que vai na praia relaxar ou que está em sua casa tentando estudar, ler, ver TV ou simplesmente dormir pra trabalhar no dia seguinte, há um processo silencioso de perda auditiva de quem promove e de quem é obrigado a escutar o barulho, literalmente ensurdecedor, que ninguém está se dando conta", emendou Olívia.

"Pagodão fuleiro, cafona e sem letra"

O vídeo do banhista reclamando do volume e das letras das músicas viralizou nas redes sociais. A gravação foi feita por Lázaro Felipe, gerente que estava na praia do Porto da Barra, nas imediações do Forte de Santa Maria. Incomodado com o som alto, ele relatou que decidiu deixar o local.

No registro, Lázaro pede providências e critica o que chamou de abuso sonoro. “Ninguém merece você vir na praia pra você poder curtir um dia de lazer e ouvir uma desgraça dessa no seu ouvido o tempo inteiro um pagodão fuleiro, cafona e sem letra”, disparou.

Ele também comentou sobre o dono do equipamento de som, que estaria acompanhado da esposa e do filho. “Eu não sei como as mulheres se prestam a um papel de ouvir uma desgraça dessa e dizer que é massa, que é bom, que é gostoso de ouvir e dançar”, questionou.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)