Política
O presidente Lula (PT) anunciou, na noite desta quinta-feira (30), um novo programa de renegociação de dívidas, que será uma nova etapa do Desenrola. A iniciativa foi detalhada em pronunciamento pelo Dia do Trabalhador e tem como principais eixos a negociação direta com bancos e a possibilidade de uso do FGTS para quitar débitos.
De acordo com o governo, o programa foi construído em diálogo com as principais instituições financeiras do país. A ideia é permitir que o devedor procure o banco, renegocie as condições da dívida e, em seguida, utilize parte do saldo do FGTS para liquidar o novo valor acordado. O uso do fundo será limitado a até 20% do saldo disponível.
Dados do Banco Central indicam que quase metade dos lares está com dívidas, enquanto o comprometimento da renda chegou a 29% em fevereiro de 2026, o maior patamar desde 2005. O foco do programa será a redução de débitos com juros mais elevados, como cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal e financiamento estudantil pelo Fies.
A proposta é atender pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos. Segundo o Ministério do Trabalho, os descontos nos juros devem partir de 30% e podem alcançar até 90%, a depender do caso.
Novos detalhes da iniciativa serão divulgados nos próximos dias. Uma das regras já antecipadas é que quem aderir ao programa ficará impedido de realizar apostas em jogos online por um período de um ano.
No mesmo pronunciamento, Lula também voltou a defender a proposta de mudança na jornada de trabalho, com o fim da escala 6x1. O governo encaminhou ao Congresso, em abril, um projeto sobre o tema, que se soma a outras iniciativas em tramitação na mesma linha.
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