Política
O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, negou ter cometido irregularidades na indicação de emendas parlamentares e comentou o bloqueio de R$ 119 milhões determinado no âmbito de uma investigação da Polícia Federal (PF).
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Em entrevista ao portal Metrópoles, nesta segunda-feira (13), o dirigente afirmou que o valor não corresponde a recursos de sua propriedade e defendeu a legalidade de sua atuação: "R$119 milhões que bloquearam da minha conta, eu não tenho isso nem que eu tivesse acertado duas vezes na Mega Sena sozinho. Isso aí é o número das emendas, isso confunde um pouco as pessoas que não conhecem", declarou.
Valdemar também afirmou que todas as sugestões feitas por ele para a destinação de recursos ocorreram dentro da legalidade. Segundo o dirigente, deputados do partido costumam consultá-lo sobre a distribuição de emendas, especialmente para municípios que, segundo ele, não possuem parlamentares que representem seus interesses.
O deputado só tem visão sobre o seu estado e seus municípios, não tem visão sobre o Brasil. E tem muitos prefeitos que não são atendidos. Então eles vêm falar comigo, eu sugiro à liderança, a liderança faz um estudo, estuda, avisa a situação da prefeitura, se pode receber o dinheiro ou não. E quem assina isso é o líder do partido", afirmou.
O presidente do PL ainda explicou que, além das emendas parlamentares individuais, as comissões permanentes da Câmara dos Deputados também contam com recursos orçamentários, cuja destinação é discutida internamente pela legenda.
Isso é política, não é nada errado. Se tivesse alguma emenda errada, ou sugestão errada, eu já estava morto há muito tempo", acrescentou.
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As declarações ocorrem após a Polícia Federal apontar indícios do envolvimento de Valdemar Costa Neto nas investigações relacionadas à destinação de emendas parlamentares. Embora atualmente não exerça mandato eletivo, a PF apura se o líder político teria influenciado a definição dos recursos destinados a municípios.
Segundo a investigação, planilhas, mensagens e outros registros indicariam que parlamentares apareciam formalmente como autores das indicações, enquanto as decisões sobre a destinação dos recursos seriam tomadas pelo presidente do partido. A defesa de Valdemar Costa Neto nega qualquer irregularidade e afirma que sua atuação ocorreu dentro dos limites da lei.
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