Política

Não era o Vorcaro? Depoimento em CPI aponta que 'real dono' do Banco Master seria um baiano

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Fundador da Esh Capital afirma que controle do Banco Master pode não estar registrado, levantando suspeitas sobre Tanure.  |   Bnews - Divulgação Edilson Rodrigues/Agência Senado
Henrique Brinco

por Henrique Brinco

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Publicado em 18/03/2026, às 15h52 - Atualizado às 18h57



O fundador da Esh Capital, Vladimir Timerman, afirmou à CPI que investiga o crime organizado que o empresário baiano Nelson Tanure teria influência direta sobre o Banco Master. Segundo ele, há elementos que sustentariam a suspeita de que o controle da instituição não estaria formalmente registrado.

A declaração foi feita nesta quarta-feira (18), durante oitiva no colegiado. Timerman mantém uma longa disputa judicial com Tanure e tem atuado como assistente de acusação em um processo ligado à aquisição da incorporadora Upcon pela Gafisa, realizada em 2020, que é alvo de questionamento do Ministério Público Federal.

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Tanure é conhecido por investir e liderar grandes projetos de reestruturação de empresas

De acordo com o Valor Econômico, ao longo dos últimos anos, o empresário também levou a órgãos reguladores questionamentos sobre um possível vínculo entre Tanure e o banco. Tanto a Comissão de Valores Mobiliários quanto o Banco Central analisaram o caso, mas não identificaram relação societária.

Na avaliação do depoente, Vorcaro “era um pau-mandado” dos verdadeiros donos do banco, que estariam ocultos. "O senhor Nelson Tanure é uma das cabeças, eu acho que é o mais alto da hierarquia [...] O meu sentimento é que [Vorcaro] é uma pessoa que realmente não sabia nem o que estava acontecendo. Foi colocada para ser a cara [do banco], para fazer as conexões políticas", declarou na CPI.

Tanure se defende das acusações

Em resposta às declarações feitas na CPI, Nelson Tanure divulgou nota em que rebate as acusações e contesta a credibilidade de Vladimir Timerman. O empresário destaca que o fundador da Esh Capital possui histórico de condenações judiciais, incluindo casos por perseguição, difamação e indenizações por informações consideradas falsas contra outros profissionais do mercado.

A manifestação também aponta que Timerman é alvo de investigações do Ministério Público, envolvendo apurações por ameaças e uma ação civil pública relacionada à suposta manipulação do mercado de capitais. Segundo a nota, esse conjunto de fatores comprometeria a confiabilidade das acusações apresentadas à comissão.

Tanure ainda nega qualquer vínculo societário com o Banco Master e afirma que sua relação com a instituição sempre foi estritamente comercial, como cliente e investidor. O empresário reforça que nunca atuou como sócio ou controlador do banco e diz confiar no esclarecimento dos fatos pelas autoridades.

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