Política

"Não estamos falando de taxar blusinhas, estamos falando de preservar empregos", diz Arthur Lira

Acervo Câmara dos Deputados
Arthur Lira defendeu que quando se fala em taxar blusinhas, não está relacionado com taxar, mas em preservar empregos  |   Bnews - Divulgação Acervo Câmara dos Deputados

Publicado em 05/06/2024, às 07h11   Rebeca Silva



O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), falou na última terça-feira (4) sobre as expectativas para que o projeto de lei discutido no Senado não sofra alterações. O relator do texto, Rodrigo Cunha (Podemos-AL), decidiu excluir a taxação de compras de até US$ 50.

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Arthur Lira defendeu que quando se fala em taxar blusinhas, não está relacionado com taxar, mas em preservar empregos.

"Quando você se refere a ‘taxar blusinhas’, não estamos falando disso, estamos falando de empregos", afirmou Lira.

O presidente da Câmara dos Deputados enfatizou a situação crítica da política tributária do Brasil: a desvantagem competitiva dos produtos nacionais frente aos importados. 

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Para Lira, a carga tributária dos produtos brasileiros é relativamente maior, o que afeta a competitividade da indústria brasileira. Lira ressaltou que a aprovação do texto original da Câmara é necessária para assegurar uma regulamentação justa e equitativa.

Arthur Lira se absteve de criticar o Senado, dando a entender que as falhas na articulação política estão correlacionadas aos líderes e ao relator da casa legislativa. Lira falou sobre os diálogos que tem  com ministros do governo, incluindo Fernando Haddad, que negou qualquer acordo sobre a proposta de taxação de 20%. 

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) emitiram uma nota defendendo a taxação das compras de até US$ 50. As entidades defendem que a aplicação da isenção é injusta com os produtos nacionais e leva a indústria, o comércio e o agronegócio a perderem aproximadamente 226 mil empregos.

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