Política
Publicado em 05/03/2025, às 18h21 - Atualizado às 18h25 Bernardo Rego e Davi Lemos
O cardeal-arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Sérgio da Rocha, destacou o tema da Campanha da Fraternidade lançada nesta Quarta-feira de Cinzas pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e falou sobre a responsabilidade comum dos cidadãos, católicos ou não, dos governos e da sociedade civil para cuidar do meio ambiente. "Não podemos destruir nossa casa comum, não podemos destruir a natureza, precisamos preservar a natureza. Deus coloca o homem e a mulher no mundo para cultivar e guardar, não para destruir", disse Dom Sérgio da Rocha, nesta quarta-feira (5).
A campanha, que neste ano tem o tema "Fraternidade e Ecologia Integral", com o lema "Deus viu que tudo era muito bom", baseado no livro do Gênesis (Gn 1, 31), é tradicionalmente lançada no início da quaresma, período penitencial em que os católicos iniciam a preparação para a Semana Santa. "Essa temática da Campanha da Fraternidade Socioambiental, ecológica, tem uma importância muito grande na vida das pessoas, das comunidades e da sociedade. Nós temos também uma urgência para tratar do tema pela crise socioambiental que nós vivenciamos. O próprio papa Francisco já escreveu documentos muito valiosos para recordar a urgência da questão ambiental, da crise que temos vivido", pontuou Dom Sérgio da Rocha.
"O mundo de hoje precisa ser mais fraterno. O mundo precisa da fraternidade como um caminho de paz", destaco Dom Sérgio.
O prelado ainda acrescentou: "A Campanha da Fraternidade é inspirada no tempo quaresmal, que é um tempo de conversão e aqui se fala de conversão ecológica, isto é, de termos essa atitude com responsabilidade frente ao meio ambiente, frente à preservação da obra da criação". O cardeal ainda falou a respeito do alcance das Campanhas da Fraternidade promovidas pela CNBB. "Importância que vai muito além da própria Igreja Católica, da própria quaresma que é vivida pelos católicos. Posso dizer que cada vez mais a Campanha da Fraternidade tem se tornado patrimônio nacional, compartilhado não só pelas igrejas ou confissões religiosas, mas também pela sociedade civil organizada", considerou.
"Temos tido cada vez mais a Campanha da Fraternidade assumida como reflexão, mas sobretudo as iniciativas que a acompanham em cada um dos temas que têm sempre uma conotação social. A fraternidade dever se vivida não só nos ambientes mais próximos ou onde se vive, mas sempre na sociedade. Por isso que tem sempre a questão social nas questões trabalhadas pela Campanha da Fraternidade. Precisamos da ação dos governos, dos órgãos públicos, precisamos de iniciativas das comunidades eclesiais, das escolas, universidades e outras instituições da sociedade civil organizada. Precisamos das famílias, então é preciso trabalhar a educação para o cuidado da casa comum, que é o meio ambiente", disse o cardeal-arcebispo.
Papa Francisco
O cardeal-arcebispo de Salvador, Dom Sérgio da Rocha, também comentou sobre o estado da saúde do papa Francisco, que permanece internado em Roma. "Continuamos muito unidos ao papa Francisco, rezando por ele, solidários com ele. Sabemos do grande amor que ele tem pelo Brasil, pelo povo brasileiro, pela Igreja do Brasil e é claro que continuamos muito unidos ao papa Francisco, rezando por ele, na esperança de que ele possa superar esse momento mais difícil que ele tem passado. A cada dia nós temos recebido as notícias que o próprio Vaticano tem divulgado através oficialmente dos boletins diários que são feitos e vamos acompanhando", disse o prelado.
"É claro que esse acompanhar se faz com afeto que nós temos pelo papa e, ao mesmo tempo, reconhecimento pela grandeza do seu trabalho que tem continuado mesmo no hospital. É admirável que o papa tenha tanta energia e que, mesmo limitado pelas condições de saúde, continua a tomar decisões pelo bem da Igreja", destacou Dom Sérgio.
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