Política

Negociação nos bastidores: Alcolumbre articula indulto a Bolsonaro para viabilizar reeleição

Reprodução/ Foto: Gustavo Moreno/STF
Davi Alcolumbre busca apoio da direita com proposta de indulto a Jair Bolsonaro, visando sua permanência na presidência do Senado.  |   Bnews - Divulgação Reprodução/ Foto: Gustavo Moreno/STF
Samuel de Jesus

por Samuel de Jesus

Publicado em 28/10/2026, às 07h54



Davi Alcolumbre (União Brasil-AP),, presidente do Senado, pretende articular um indulto ou uma anistia para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em busca de apoio da direita para permanecer no comando da Casa por mais dois anos.

A estratégia, segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo nesta quarta-feira (28), tem como objetivo reduzir a pressão de parlamentares pelo impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Segundo a reportagem Alcolumbre pretende conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para defender um indulto humanitário a Bolsonaro. A proposta é considerada pelo parlamentar uma ação para promover uma pacificação política entre os três Poderes no país. 

Caso Lula negue, Davi trabalharia pela aprovação de uma anistia no Congresso Nacional. As iniciativas, porém, ainda dependem de negociações políticas e não foram formalizadas.

Acordo envolveria pressão contra ministros do STF

Segundo aliados ouvidos pela Folha, Alcolumbre pretende com essa proposta interromper a pressão pelo impeachment de ministros do Supremo em troca de um acordo sobre a situação de Bolsonaro.

O movimento ocorre em meio à disputa pela presidência do Senado em 2027.  A próxima legislatura terá uma bancada expressiva de direita, com parlamentares que defendem o afastamento de ministros do STF, especialmente Alexandre de Moraes,  

Anistia pode não devolver elegibilidade a Bolsonaro

A reportagem aponta que aliados de Alcolumbre discutem uma proposta que limite os efeitos da anistia à esfera penal, sem alterar a situação eleitoral do ex-presidente.

Bolsonaro está inelegível até 2060. O indulto, por sua vez, é concedido pelo presidente da República e pode extinguir ou reduzir os efeitos da pena, conforme o alcance do ato. Já a anistia depende de aprovação de uma lei pelo Congresso Nacional.

A eventual negociação envolvendo o ex-presidente, portanto, pode se tornar um dos principais temas da disputa política pelo comando do Senado em 2027.

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