Política
por Anderson Ramos
Publicado em 03/11/2025, às 12h34
O secretário de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, disse que a escolha de Mateus Dias para assumir o comando da Secretaria de Ponte Salvador-Itaparica (Seponte) se deu por critérios técnicos.
Havia uma expectativa de que o nome a ser indicado para a pasta seria fruto de indicação política, o que não se concretizou. Chegaram a ser cogitados nomes do PDT e MDB para o cargo.
“Se trata de uma nomeação eminentemente técnica. Mateus já cuidava da ponte no cargo que ocupava na Superintendência, com o advento da preocupação desse empreendimento que é um dos maiores do país e da América Latina”, defendeu o responsável pela articulação política do governo Jerônimo Rodrigues em conversa com a imprensa nesta segunda-feira (3).
“O governador fez uma escolha técnica para poder cuidar dessa ponte, que será o novo vetor de desenvolvimento não só para Salvador, mas para a Bahia. É um evento como se fosse um novo Pólo Petroquímico, ou até mesmo um novo CIA”, acrescentou Loyola.
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Jerônimo Rodrigues anunciou nesta segunda os nomes que vão comandar a Seponte. Além de Mateus Dias como titular, o chefe do Executivo baiano nomeou Pedro César Gaspar Dórea como chefe de gabinete.
A nova pasta foi criada para acompanhar de perto todas as etapas do projeto da ponte que vai ligar Salvador à Ilha de Itaparica. A obra é considerada uma das maiores intervenções viárias da história da Bahia e envolve ações complexas de engenharia, mobilidade, meio ambiente e desenvolvimento regional.
Com a criação da secretaria, o governo pretende dar mais agilidade às decisões técnicas e políticas relacionadas ao Sistema Viário Oeste, que inclui não apenas a ponte, mas também os acessos, rodovias e conexões com outras regiões do estado.
A expectativa é que o novo titular coordene os trabalhos junto a outras secretarias e órgãos envolvidos, além de manter diálogo com os municípios impactados pela obra.
A Secretaria Extraordinária tem caráter temporário e foi instituída pela Lei nº 15.004, sancionada em outubro de 2025. Ela terá como missão coordenar os trabalhos do Sistema Viário Oeste, que inclui não só a ponte, mas também os acessos rodoviários e conexões com outras regiões do estado.
A estrutura da pasta contará com 33 cargos, sendo 27 administrativos e 6 comissionados. Os salários variam entre R$ 4 mil e R$ 20 mil, dependendo da função. O impacto previsto no orçamento estadual é de até R$ 5,2 milhões por ano. Nos três primeiros meses, o custo estimado é de R$ 1,4 milhão.
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