Política

Nos 61 anos do golpe militar, Lula defende união contra “ameaças autoritárias”

Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil
Em mensagem, Lula destaca a superação dos períodos sombrios e a necessidade de união contra ameaças autoritárias.  |   Bnews - Divulgação Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Publicado em 31/03/2025, às 13h33 - Atualizado às 13h33   Cadastrado por Daniel Serrano



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) utilizou as redes sociais nesta segunda-feira (31) para comentar sobre os 61 anos do golpe militar de 1964. O chefe do Executivo disse que a população "superou os períodos sombrios da história" e defendeu a união contra "ameaças autoritárias insistem em sobreviver".

"Não existe, fora da democracia, caminhos para que o Brasil seja um país mais justo e menos desigual. Não existe um verdadeiro desenvolvimento inclusivo sem que a voz do povo seja ouvida e respeitada. Não existe justiça sem a garantia de que as instituições sejam sólidas, harmônicas e independentes", escreveu Lula.

"Hoje é dia de lembrarmos da importância da democracia, dos direitos humanos e da soberania do povo para escolher nas urnas seus líderes e traçar o seu futuro. E de seguirmos fortes e unidos em sua defesa contra as ameaças autoritárias que, infelizmente, ainda insistem em sobreviver", disse.

A ditadura militar no Brasil foi iniciada no dia 31 de março de 1964, quando militares depuseram o então presidente João Goulart. O regime só terminou em março de 1985.

Em seu terceiro mandato, o presidente Lula tem optado por não realizar atos oficiais alusivos à data para tentar pacificar a relação entre o petista e militares apesar de o início do atual mandato ter sido marcado pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. A decisão vem sendo criticada por aliados, que pretendem participar de atos públicos em repúdio ao golpe de 1964.

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