Política
Publicado em 19/02/2025, às 09h06 Yuri Pastori
Uma nova rodada de leilão de terrenos e áreas pertencentes à Prefeitura de Salvador somou aproximadamente R$ 22 milhões para os cofres do município. Os leilões, realizados entre os dias 30 de janeiro e 11 de fevereiro, tiveram quatro dos 30 lotes disponibilizados arrematados.
Um dos terrenos vendidos na Barra, na Rua Cândido Portinari, com cerca de 3 mil metros quadrados entre o Cristo e o Clube Espanhol e situado em uma encosta próxima à orla, tinha lance mínimo de R$ 4,94 milhões.
Outro imóvel arrematado de 706 metros quadrados no Rio Vermelho, na Rua Conselheiro Pedro Luiz, tinha valor mínimo de R$ 1,78 milhão. Uma área ocupada por um prédio, com 337 metros quadrados, o lance mínimo era de R$ 206 mil. O quarto lote com cerca de 2,2 mil metros quadrados foi avaliado em R$ 2,89 milhões, na Avenida Alphaville, em Patamares.
As vendas de terrenos pela Prefeitura de Salvador têm sido questionadas por associações de bairros. A Associação de Moradores do Morro do Ipiranga entrou com uma ação civil pública em 2023 contra a Prefeitura para impedir a alienação, permuta e doação de imóveis localizados no bairro da Barra.
Na época, o Projeto de Lei 307/2023, de autoria da Prefeitura e enviado para a Câmara de Vereadores, previa a desafetação e/ou autorização para a alienação de 44 terrenos públicos urbanos, sem justificativa efetiva e estudos técnicos. De acordo com o presidente da Associação do Morro do Ipiranga, Maurício Werner, a ação ainda não teve resposta.
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