Política

"O Bolsonarismo não quer um CEO", diz Paulo Figueiredo ao defender "governo ideológico"

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O jornalista Paulo Figueiredo disse que a ideia de um governo técnico e não político afasta a população da tomada de decisões  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Youtube
Davi Lemos

por Davi Lemos

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Publicado em 14/01/2026, às 18h28



O jornalista Paulo Figueiredo declarou nesta quarta-feira (14) que o movimento liderado atualmente pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena por tentativa de golpe de Estado, não precisa de um CEO. Figueiredo diz que essa ideia de ter um gestor representa um "positivismo estúpido de milico", numa crítica velada a Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tem carreira militar como Bolsonaro, mas que se destacou, inclusive durante o governo Bolsonaro, como um ministro técnico e não político.

"O Bolsonarismo não quer um CEO. Isso é positivismo estúpido típico de milico. País não é empresa e presidente não é gestor de planilha. CEO pensa em eficiência, custo e lucro; presidente tem que lidar com valores, soberania, identidade nacional e com um povo real, diverso e cheio de conflitos legítimos. Essa ideia de 'governo técnico, não ideológico' serviu para tirar decisões da mão da população e entregá-las a burocratas, especialistas e elites que se dizem neutras, mas impõem sua própria visão de mundo", escreveu Figueiredo, no X.

"Foi assim que, em nome da eficiência e do livre mercado, destruíram indústrias nacionais, enfraqueceram o Estado-nação e concentraram poder em organismos e reguladores não eleitos. A pandemia escancarou isso: um bando de gestores decidindo como as pessoas podiam viver, trabalhar e circular, sem debate político real", complementou Figueiredo.

Na avaliação do jornalista, que se articula ao lado do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, para denunciar nos Estados Unidos atitudes consideras por eles como ditatoriais e, assim, conseguir sanções a autoridades brasileiras, "o bolsonarismo nasce da antítese disso, como reação a essa lógica — não contra ordem ou competência, mas contra a ideia de que o povo deve ser permanentemente tutelado por uma elite tecnocrática que trata a nação como se fosse uma empresa mal administrada".

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