Política

"O Brasil não pode ser quintal de ninguém. Trump é temporário", dispara Haddad

Valter Campanato / Agência Brasil
Haddad destacou a importância das relações históricas entre Brasil e EUA, independentemente do governo americano atual  |   Bnews - Divulgação Valter Campanato / Agência Brasil
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 23/08/2025, às 15h36



O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse, neste sábado (23), durante evento do PT, em Brasília, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é temporário e destacou que o Brasil mantém boas relações com todos os governos.

Nós dialogamos com todos os governos. Em vários momentos, o presidente Lula, nos seus três mandatos, teve ótimas relações com presidentes americanos, democratas e republicanos. Nós sempre mantivemos a nossa postura altiva, a nossa postura séria, soberana, no trato de assuntos comuns aos dois povos que têm uma relação histórica de 200 anos. Não tem nenhuma razão para que isso mude, até porque o governo Trump é temporário e o Brasil, os Estados Unidos são estados nacionais permanentes", disse.

O ministro de Lula afirmou também que "o Brasil não pode ser quintal de ninguém" em referência ao tarifaço imposto aos produtos brasileiros exportados para o país norte-americano. 

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Estamos com esse desafio já mencionado pelo presidente Alckmin, que é o desafio geopolítico. O Brasil não pode servir de quintal de ninguém. Nós sabemos disso. Nós temos tamanho, densidade, importância para manter e garantir a nossa soberania. Nós não podemos escolher parceiro. O Brasil tem que ser parceiro de todo mundo"

Haddad disse que fez uma reunião na Califórnia com o secretário do tesouro, Scott Besson e que as tratativas estavam indo bem. "Até que essa atitude hostil nos surpreendeu pela ação e de grupos de extrema direita brasileiros que de patrióticos não tem absolutamente nada", acrescentou. Haddad afirmou que a hostilidade dos EUA é para 'livrar a cara dos golpistas'.

Vimos aí pelas mensagens trocadas que o único objetivo é livrar a cara dos golpistas e não tem nenhuma outra finalidade essa hostilidade que não seja reabilitar a extrema-direita no Brasil", concluiu.

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