Política

O recado de Margareth Menezes após a condenação de Bolsonaro

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Margareth Menezes enfatiza que a tentativa de golpe de 8 de janeiro representa um ataque à cultura e à identidade nacional  |   Bnews - Divulgação Joilson César / Bnews
Henrique Brinco

por Henrique Brinco

henrique.brinco@bnews.com.br

Publicado em 12/09/2025, às 17h57



A condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), por tentativa de Golpe de Estado, continua causando reações na classe política. A ministra da Cultura, Margareth Menezes, divulgou nota oficial em que classifica o resultado como um marco para a democracia brasileira.

Segundo a baiana, a decisão reafirma a solidez das instituições e o compromisso do país com o Estado Democrático de Direito, “construído a duras penas pela luta de gerações”. Para ela, a tentativa de golpe que resultou nos atos violentos de 8 de janeiro de 2023 quase empurrou o Brasil de volta às “sombras do autoritarismo”.

Margareth alertou que regimes de exceção costumam sufocar liberdades fundamentais e atacam diretamente cultura, ciência e educação. “São justamente esses pilares — que formam o pensamento crítico, a identidade nacional e a criatividade de um povo — os primeiros a serem atacados”, destacou.

Ministra ressaltou gravidade de ataques golpistas

A ministra frisou que não pode ser tolerada a tentativa de destruir os poderes da República e de anular a vontade soberana do povo brasileiro expressa nas urnas. Segundo ela, o julgamento do STF é também uma resposta proporcional à gravidade dos ataques de 8 de janeiro, que não se limitaram à invasão de prédios públicos em Brasília, mas representaram um ataque frontal à memória e ao patrimônio nacional. “Símbolos da cultura, documentos históricos e bens artísticos foram vilipendiados naqueles atos de violência”, lembrou.

Ela pontuou que o Ministério da Cultura tem a missão de proteger e restaurar o patrimônio atingido, mas destacou que a preservação da democracia é uma responsabilidade coletiva. “Que este momento sirva como lição e como reafirmação de que a democracia brasileira não se curvará a ameaças, e que a cultura, expressão maior da liberdade de um povo, seguirá sempre ao lado da justiça, da educação e da ciência na defesa de um Brasil livre e democrático”, concluiu a ministra.

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