Política
O senador Otto Alencar (PSD) relevou, nesta segunda-feira (10), a queda na popularidade do presidente Lula (PT) e disse que a formação de uma chapa "puro sangue" do PT em 2026 pode deixar de fora da corrida para a reeleição o senador Angelo Cororel, correligionário do pessedista. “A avaliação das pesquisas indicou uma queda na aprovação do presidente, mas isso é sazonal e pode ser recuperado. Em qualquer confronto eleitoral, Lula ainda aparece como favorito”, afirmou o senador, em entrevista à Rádio Mix FM Salvador.
O parlamentar apontou que fatores econômicos e ambientais impactaram na popularidade do governo. “O aumento da inflação está ligado à maior circulação de dinheiro entre as famílias, com a redução do desemprego para 6,4%. Tivemos também problemas ambientais, como as enchentes no Rio Grande do Sul e a estiagem no Centro-Oeste, que afetaram a produção agrícola”, explicou, ao defender também as políticas econômicas do governo: “O Estado só avança quando o dinheiro circula na mão de muitos, e não apenas na Faria Lima e na Avenida Paulista”, declarou.
Sobre a possibilidade da chapa "puro sangue" com governador Jerônimo Rodrigues e o senador Jaques Wagner buscando a reeleição e a entrada do atual ministro da Casa Civil, Rui Costa, disputando outra vaga para o Senado, Otto defendeu o diálogo entre Wagner e Angelo Coronel. “Eu acho que Wagner e Coronel têm que se entender. Coronel tem legitimidade para buscar a reeleição, assim como Wagner é uma liderança importante do PT. Isso será discutido no momento certo, com maturidade”, ponderou Otto.
Otto garantiu que apoiará a reeleição de Jerônimo em 2026 e que o governo do petista, que ele classificou como eficiente, não necessita de grandes mudanças. “Em time que está ganhando, não se mexe. O governador tem tido uma gestão eficiente, e o importante é a continuidade do trabalho”, afirmou.
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