Política

Overclean: Assessor de Elmar citado em 'planilha de propinas' é desligado de gabinete do deputado

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Além de Amaury, outros familiares de Elmar Nascimento também foram citados na investigação  |   Bnews - Divulgação Arquivo / BNews
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 15/04/2025, às 09h11



Após ter sido citado na Operação Overclean, o assessor e primo do deputado Elmar Nascimento (União-BA), o advogado Amaury Albuquerque Nascimento, foi desligado de gabinete do parlamentar. Ele ocupou o cargo de secretário parlamentar entre 8 de maio de 2024 e 2 de fevereiro de 2025. O deputado informou ao portal Uol que foi o servidor quem pediu para deixar a função para assumir outro emprego. 

Segundo a Polícia Federal (PF), o nome de Amaury chamado de "Amau Campo" - uma referência ao seu nome e cidade de nascimento Campo Formoso, no interior da Bahia - constava em uma planilha usada por empresários, apreendida na primeira fase da Operação Overclean deflagrada em dezembro de 2024, para contabilizar as propinas do suposto esquema de desvio de emendas parlamentares. 

Amaury informou que o pedido de exoneração não tem qualquer relação com a Operação Overclean. "Até porque nunca foi intimado para prestar nenhum esclarecimento. Não tenho ciência formal de nada que me vincule a esta investigação", disse.

O irmão de Elmar e prefeito de Campo Formoso, Elmo Aluizio Vieira Nascimento, e outro primo do parlamentar, o vereador e ex-secretário de governo da cidade, Francisco Manoel do Nascimento Neto, conhecido como Francisquinho Nascimento, também foram citados no inquérito. Este último, jogou uma sacola com R$ 220 mil pela janela na primeira fase da Overclean. Além disso, a PF encontrou uma mensagem em que ele afirma que o presidente da Codevasf, Marcelo Andrade Moreira Pinto, é "nosso amigo, é indicação nossa".

A PF encontrou mensagens sobre encontros entre o prefeito, um superintendente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf) e o representante de uma empresa que venceu licitações na cidade. Emendas de Elmar para um convênio da Codevasf entraram na mira da PF. O deputado alegou que até 2024, as emendas destinadas à Codevasf eram de autoria do relator do Orçamento e quem indica emendas  "não tem competência e nem se torna responsável pela execução das verbas e pela fiscalização das respectivas obras e serviços".

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