Política

Pablo Marçal é condenado a pagar fortuna para Boulos por fake news na eleição de 2024

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Durante a campanha, Marçal fez gestos insinuando uso de drogas por Boulos e divulgou um laudo médico falso, o que levou à sua condenação.  |   Bnews - Divulgação Reprodução / YouTube
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 02/02/2026, às 16h00 - Atualizado às 16h00



O ex-coach Pablo Marçal (PRTB) foi condenado pela Justiça de São Paulo a pagar uma indenização de R$ 100 mil a Guilherme Boulos (PSOL) por disseminar informações falsas durante a eleição de 2024, quando os dois foram candidatos à Prefeitura da capital paulista. 

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Durante um dos debates, Marçal fez gestos insinuando que Boulos usava cocaína, além de se referir ao adversário como “cheirador” e “aspirador de pó”.

Na véspera do primeiro turno, Marçal também usou as redes sociais para divulgar um suposto laudo médico, com assinatura falsa, que indicaria que Boulos teria consumido cocaína. A falsidade do documento foi atestada pelas Polícias Federal e Civil após perícia. 

A Justiça Eleitoral identificou indícios de falsidade no documento poucas horas após a publicação e determinou a remoção do conteúdo das redes sociais ainda durante o período eleitoral.

Na decisão, o juiz da 10ª Vara Cível de São Paulo, Danilo Fadel de Castro, diz que Marçal "ultrapassou, e muito, as raias do debate político civilizado e da crítica administrativa" e "de forma reiterada" associou a imagem de Boulos ao uso de drogas ilícitas.

"Tal conduta, por si só, já configuraria ato ilícito passível de reparação, pois imputa fato ofensivo à reputação e crime a quem sabe inocente. Porém, a gravidade da conduta atingiu seu ápice com a divulgação, na antevéspera do pleito, de um laudo médico falso. A assinatura do médico falecido foi forjada. O documento foi fabricado com o dolo específico de imputar ao autor um internamento psiquiátrico por uso de cocaína que jamais ocorreu”, escreveu o juiz.

A decisão cabe recurso da decisão ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Além deste processo, Marçal também responde a ações criminais eleitorais na Justiça Eleitoral devido a mesma conduta.

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