Política

PF apreende cerca de R$ 200 mil em espécie na casa de ex-prefeito

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Washington Reis é alvo de uma operação do âmbito do inquérito que apura a falsificação dos dados do cartão de vacinação de Bolsonaro  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Instagram

Publicado em 04/07/2024, às 11h33   Cadastrado por Daniel Serrano



A Polícia Federal (PF) apreendeu nesta quinta-feira (4), aproximadamente R$ 200 mil em espécie na casa do ex-prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis. Atualmente no comando da Secretaria de Transportes do Rio, Reis é um dos alvos da operação da PF no inquérito que apura a falsificação dos dados do cartão de vacinação contra a Covid-19 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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De acordo com o jornal O Globo, a quantia estava dividida da seguinte forma: R$ 164 mil em reais, 5.700 em dólares e 170 em euros. O montante foi encontrado por agentes da PF em uma mochila e em bolsos de paletós do ex-prefeito e está sendo levado para a sede da corporação, na Praça Mauá.

Além de Reis, a operação deflagrada pela Polícia Federal também tem como alvo a secretária de Saúde de Caxias, Célia Serrano. Segundo as investigações, o município teria sido usado para inserir dados falsos de vacinação de Bolsonaro, do ex-ajudante de ordens Mauro Cid e dos familiares de ambos.

Além disso, os investigadores dizem que a falsificação pode ter sido feita "para permitir que seus integrantes, após a tentativa inicial de golpe de Estado, pudessem ter à disposição os documentos necessários para cumprir eventuais requisitos legais para entrada e permanência no exterior (cartão de vacina), aguardando a conclusão dos atos relacionados a nova tentativa de golpe de Estado que eclodiu no dia 8 de janeiro de 2023".

Na operação desta quinta-feira (4), Washington Reis negou qualquer irregularidade e que não iria “bater boca com a Justiça”: “Fomos a cidade número 1 do país. Não fechamos, abrimos hospitais, abrimos 200 leitos de CTIs, atendemos toda a Baixada Fluminense, vacinamos todo mundo. Não guardamos vacina e nunca faltou vacina. Agora nós estamos sendo vítimas, não vou dizer de covardia porque não sou frouxo. Eu vacinei no meio da rua, mostrando o meu braço”.

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