Política

PF contesta versão de Jaques Wagner sobre dinheiro encontrado durante operação

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Agentes da corporação negaram que quantia tenha sido encontrada em envelopes  |   Bnews - Divulgação BNEWS / Divulgação-PF
Redação

por Redação

redacao@bnews.com.br

Publicado em 27/06/2026, às 08h29



O dinheiro encontrado pela Polícia Federal (PF) em imóveis dos senador Jaques Wagner (PT) não estavam em envelopes da Casa, como ele afirmou em entrevista à Folha de S. Paulo nesta sexta-feira (26). 

De acordo com fontes da Polpicia Federal (PF) envolvidas na ação, não havia nenhum envelope do Senado no local, menos ainda contendo os maços de dinheiro exibidos em uma foto divulgada pela corporação após a apreensão. A informação é da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo.

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Ao todo foram apreendidos 55 mil dólares e 33 mil euros que a PF encontrou num quarto de hotel em Brasília onde se hospedava o agora ex-líder do governo Lula no Senado, na busca foi realizada no dia 18 de junho como parte da 9ª etapa da Operação Compliance Zero, que investiga o caso do Banco Master. Desde então o senador vem dizendo que a origem do dinheiro são as diárias recebidas pelo Senado, mas a versão dele tem um problema.

O valor apreendido é maior do que o total recebido em diárias no exterior por Wagner desde 2019 — 63 mil dólares e 1,4 mil euros. Ou seja: nem que tivesse guardado todo o dinheiro e não tivesse gastado nada nas viagens que fez, o senador não teria conseguido guardar esse montante.

Na entrevista à Folha, porém, Wagner não só sustentou essa versão como acrescentou que “seguramente abriram o envelope do Senado onde estavam minhas diárias, botaram lá na caminha e fotografaram.”

Mas fontes da PF que conhecem os detalhes da investigação e leram a entrevista afirmaram que a afirmação do senador não procede.

A Folha ainda questionou Wagner sobre a diferença entre o que ele recebeu e os valores encontrados na busca, mas ele se limitou a dizer que mandou ver se tinha compra “de moeda estrangeira” e não esclareceu se houve ou não e de qual valor. “Isso é ao longo de oito, dez anos. Fui governador, também recebia diária. A pergunta deles é se eu recebi dólar de alguém. Não recebi de ninguém”, afirmou o senador.

Investigação

A etapa da investigação sobre o Master que mirou Wagner visava aprofundar a investigação sobre indícios de que o senador petista recebeu pagamentos do Master durante anos pela empresa da nora, viajou com frequência nos jatos do empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, e ainda recebeu um apartamento de presente em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões de reais.

.De acordo com o pedido da PF que baseou a operação, o senador pelo PT da Bahia também teria feito lobby no Senado pela aprovação da “emenda Master”, que foi apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) e propunha aumentar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito para investimentos em CDBs.

A emenda interessava diretamente ao Master porque seus negócios eram largamente lastreados em CDBs que rendiam acima das taxas médias do mercado.

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