Política
por Rebeca Santos
Publicado em 12/03/2026, às 09h42
A Polícia Federal (PF) flagrou o empresário Breno Chaves Pinto, que é o segundo suplente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), saindo de uma agência bancária com R$ 350 mil em dinheiro vivo.
Ele entrou em um carro registrado no nome de uma empresa que pertence a primos do senador. A investigação apura suspeitas de fraudes em licitações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Amapá.
Os policiais começaram a acompanhar Breno Chaves Pinto depois que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) deu um alerta sobre saques em dinheiro vivo. A PF viu que esses saques aconteciam logo depois de as empresas dele receberem pagamentos de contratos públicos, o que levantou suspeitas de lavagem de capitais.
A PF investiga se o suplente de Alcolumbre é um dos chefes de um grupo criminoso que combinava fraudes e simulava concorrência em licitações do Dnit no Amapá.
De acordo com o inquérito, o empresário era o líder de uma parte do esquema e "exercendo forte ingerência institucional no DNIT/AP, valendo-se de sua condição de suplente de senador da República para praticar, em tese, o crime de tráfico de influência”.
“As investigações financeiras demonstraram vultosos e sucessivos saques em espécie, que ultrapassam R$ 3 milhões, das contas de suas empresas, em datas próximas a pagamentos de contratos públicos, configurando indícios de lavagem de capitais", diz a PF no relatório.
Procurado pelo O Globo, o empresário disse que os saques eram para pagar funcionários e prestadores de serviços da empresa.
"O presente processo tramita sob segredo de Justiça, razão por que as manifestações da defesa ocorrem exclusivamente nos autos, em estrita observância às determinações legais", afirma, em nota.
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