Política

PGR aciona PF após denúncia contra vice de Flávio Bolsonaro por suposto estupro de vulnerável

Anúncio de Alfredo Gaspar como vice de Flávio Bolsonaro - Reprodução/PL
Polícia Federal fará diligências antes de parecer sobre investigação; Alfredo Gaspar, escolhido para ser vice de Flávio, nega as acusações  |   Bnews - Divulgação Anúncio de Alfredo Gaspar como vice de Flávio Bolsonaro - Reprodução/PL
Eduardo Costa

por Eduardo Costa

redacao@bnews.com.br

Publicado em 06/08/2026, às 08h23 - Atualizado às 10h00



A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu diligências à Polícia Federal (PF) sobre o suposto crime de estupro de vulnerável cometido pelo deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), anunciado como vice de Flávio Bolsonaro (PL).

A PGR só irá se posicionar sobre uma possível abertura de inquérito para investigar o parlamentar após as investigações da PF.

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De acordo com o colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, o pedido foi recebido pela corporação na quarta-feira (5), o mesmo dia em que Flávio anunciou Gaspar como vice.

A PGR não especificou qual tipo de diligência foi solicitada, que pode ser desde uma informação extra até uma quebra de sigilo.

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A denúncia foi feita pelos deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), no dia 27 de março, último dia da CPMI do INSS no Congresso Nacional, da qual Gaspar era relator.

Os parlamentares encaminharam a denúncia à Polícia Federal, que apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o pedido de abertura de inquérito. O ministro Gilmar Mendes foi designado para ser o relator do caso na Corte, e solicitou a posição da PGR, que até o momento não emitiu parecer.

De acordo com o colunista, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, só emitirá seu parecer após receber o resultado das diligências da PF.

Ainda conforme a reportagem, Gilmar Mendes disse para  interlocutores que pretende esperar a posição da PGR sobre o tema antes de decidir se abre ou não o inquérito contra Gaspar.

Eles disseram ter encaminhado à PF prints de conversas e "informações complementares" mostrando que um intermediador de Gaspar teria tentado comprar o silêncio da vítima.

O vice de Flávio nega as acusações e alega que a história, na verdade, refere-se a um caso tido pelo seu primo, Maurício César Brêda Filho, que teria mantido relacionamento sexual com uma mulher de 21 anos em Alagoas quando ele ainda era menor de idade.

Veja a nota de Alfredo Gaspar

"Ao longo de toda a minha vida pública, construí uma trajetória limpa, honrada e dentro da lei. Sempre atuei com firmeza no combate ao crime e jamais me afastei dos princípios que norteiam minha conduta.

As acusações recentemente levantadas por Lindbergh Farias e Soraya Thronicke são falsas, levianas e absolutamente irresponsáveis. Trata-se de uma tentativa clara de desviar o foco das graves investigações conduzidas pela CPMI do INSS, por meio de ataques pessoais e narrativas sem qualquer respaldo na realidade.

Não aceitarei que minha honra e minha história sejam atingidas por mentiras. Adotarei todas as medidas judiciais cabíveis para responsabilizar os autores dessas acusações, inclusive no âmbito do Conselho de Ética. Estou indo na Polícia Federal prestar uma notícia crime por coação no curso do processo e denunciação caluniosa.

Seguirei firme, com serenidade e responsabilidade, cumprindo meu dever com a verdade e com o povo brasileiro. O Brasil merece respeito, e não será enganado por ataques desesperados."

Classificação Indicativa: Livre

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