Política

PGR nega Smart TV a Bolsonaro, mas permite acesso a TV a cabo

Gustavo Moreno / STF
Defesa de Bolsonaro defendeu que a Smart TV seria voltada para o ex-presidente acompanhar as noticias  |   Bnews - Divulgação Gustavo Moreno / STF
Héber Araújo

por Héber Araújo

Publicado em 14/01/2026, às 19h33



O procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, se manifestou sobre o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para que ele tenha uma Smart TV na cela. O político está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, cumprindo a sentença de 27 anos e três meses de prisão.

No documento, divulgado nesta quarta-feira (14), Gonet argumentou que que o aparelho possui internet, o que inviabilizaria o controle sobre as imposições impostas ao ex-presidente, como acesso às redes sociais.

Os advogados do ex-presidente justificaram que a Smart TV representa “acesso a meios de comunicação, em especial à programação jornalística e informativa” além de "um instrumento legítimo de preservação do vínculo do custodiado com a realidade social, política e institucional do país”. 

Entretanto, Gonet afirmou, em comunicado enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) que o político preso pode fazer o acompanhamento das notícias por outros meios.

“O acesso a TV a cabo, se for logisticamente viável e desde que limitado a canais que não admitam interação direta ou indireta com terceiros, não apresenta inconsistência com a legislação punitiva. De toda sorte, todos os custos envolvidos no eventual deferimento da liberalidade hão de ser arcados pelo sentenciado”, completou.

Classificação Indicativa: Livre

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