Política

Angelo Coronel avalia fraqueza do governo nas eleições em Salvador e alerta para possível nova derrota

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O candidato da base do governo Jerônimo Rodrigues (PT), Geraldo Júnior (MDB), teve um resultado abaixo das expectativas do emedebista  |   Bnews - Divulgação Joilson César/BNews
Adelia Felix

por Adelia Felix

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Publicado em 15/10/2024, às 11h08 - Atualizado às 11h26



O senador Angelo Coronel (PSD) avaliou, em entrevista ao podcast PodZé, apresentado por Zé Eduardo na noite desta segunda-feira (14), o impacto que o resultado das eleições municipais de 2024 em Salvador pode ter na disputa eleitoral de 2026.

Na capital baiana, o prefeito Bruno Reis (União Brasil) foi reeleito com expressivos 78,67% dos votos. O candidato da base do governo Jerônimo Rodrigues (PT), Geraldo Júnior (MDB), apareceu em terceiro lugar com 10,33%. Kleber Rosa (PSOL) ficou logo à frente de Geraldo, com 10,43% dos votos.

Na Câmara de Vereadores, a oposição ficou ainda menor após a disputa eleitoral. Apenas sete vereadores foram eleitos, o que não dá quórum suficiente para obstruir qualquer sessão na Casa.

"Olha, cada eleição é um momento diferente, a verdade é esta. Esse ano, 2024, o grupo do governo saiu realmente fraco aqui dentro de Salvador. Não sei se daqui a dois anos vai continuar também com essa decrescente. Porque eu digo decrescente, porque Major Denice (PT), em 2020, foi penúltima colocada, mas teve mais votos do que Geraldo agora. Se continuar decrescendo, evidentemente teremos dificuldades na capital. Aqui são dois milhões de eleitores, e Bruno teve um milhão e cinquenta mil votos. Praticamente 50% do eleitorado de Salvador foi para o candidato da oposição, que é Bruno Reis", disse.

Coronel alertou que, se as forças que compõem a base do governo Jerônimo Rodrigues (PT) não agirem com mais eficiência na capital, a tendência é de uma nova derrota nas próximas eleições. “A base precisa trabalhar, não adianta pegar candidatos de última hora e colocá-los aos leões sem uma estrutura política sólida em Salvador”, destacou.

Sobre o desempenho de Geraldo Júnior, o senador afirmou que houve falta de apoio ao candidato da base de Jerônimo. "O Geraldo é meu amigo, eu gosto muito dele, mas eu achei que faltou apoio logístico. Não vi ação governamental favorável à candidatura de Geraldo. Na minha ótica, a Conder [Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia] era para agir, é o órgão que faz frente à prefeitura, e não sei se ela atuou efetivamente em Salvador. Posso estar enganado, porque estava internado, mas quero ser justo", concluiu.

Veja a entrevista completa:

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