Política

Polícia Federal vai abrir inquérito sobre atraso de ônibus no segundo turno

Manu Dias/GOV BA
A Polícia Federal investiga a falta de transporte público durante o segundo turno das eleições, buscando esclarecer possíveis obstruções ao voto  |   Bnews - Divulgação Manu Dias/GOV BA
Antonio Dilson Neto

por Antonio Dilson Neto

Publicado em 25/10/2026, às 19h29



A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar os casos relacionados à falta de transporte público durante o segundo turno das eleições presidenciais, realizado neste domingo (25). As investigações buscam esclarecer se houve ações para dificultar o deslocamento de eleitores e comprometer o exercício do voto.

A informação foi divulgada pelo diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção da PF, Dennis Cali. Segundo ele, os procedimentos buscam apurar possíveis situações de obstrução do direito de votar, incluindo a eventual ocultação de veículos que deveriam estar disponíveis para o transporte de passageiros.

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Tudo ainda está sendo apurado”, afirmou Cali ao comentar o andamento das diligências.

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Além de Sergipe, a Polícia Federal acompanha ocorrências relacionadas à mobilidade urbana em São Paulo, Alagoas, Piauí e Bahia. A corporação trabalha em conjunto com os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), o Ministério Público Eleitoral e outras forças policiais para reunir informações e dar andamento às apurações.

As investigações procuram esclarecer as circunstâncias em que os problemas ocorreram e verificar se houve condutas que tenham impedido ou dificultado o acesso dos eleitores às urnas. 

Durante a mesma coletiva, Dennis Cali informou que a Polícia Federal havia registrado 44 termos circunstanciados e conduzido 56 pessoas por ocorrências relacionadas ao processo eleitoral. Também foram apreendidos bens avaliados em R$ 11 milhões. Entre as principais ocorrências registradas estão propaganda irregular, violação do sigilo do voto, desobediência eleitoral e desordem.

Na Bahia, a falta de ônibus em Salvador provocou uma disputa judicial durante o domingo de votação. O Tribunal Regional Eleitoral determinou a liberação de 100% da frota de transporte coletivo da capital, com frequência equivalente à dos dias úteis e gratuidade para os passageiros. A decisão também encaminhou o caso para apuração de possíveis crimes eleitorais.

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