Política
O líder do governo da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), o deputado estadual Rosemberg Pinto (PT), que até meados desta quarta-feira (29) seria indicado para a vice-presidência da casa na chapa de reeleição do atual presidente Adolfo Menezs (PSD), afirmou que a possibilidade de ocupar o posto foi uma "tarefa" desiginada pelo seu partido. Rosemberg recuou da indicação do seu partido e passou a defender o nome da deputada Ivana Bastos (PSD) para o posto.
"Essa coisa de estar na mesa diretora, eu não tinha mais uma pré-disposição. Foi uma tarefa a mim designada pelo meu partido e, obviamente, alinhada com o governador para compor a mesa diretora da Casa. Então, pra mim é muito tranquilo porque não mexeu com os meus interesses pessoais. Então, deixar a primeira vice para Ivana, junto com uma construção coletiva, sem dúvida alguma, ajuda ao nosso projeto político, a união. É natural que o PT mais uma vez corta na carne para construir essa unidade, mas é lógico que quem quer construir, e o Partido dos Trabalhadores, através do seu presidente, já deixou clara a tentativa de consttrução de uma chapa com o governador Jerônimo Rodrigues, o senador Jaques Wagner e o ministro Rui Costa para o Senado em 2026, tem que ter também a sensibilidade de flexibilizar outros espaços para uma construção coletiva. Então, eu sou o líder do governo e o meu papel é criar as condições para que o governo possa caminhar sem obstáculos", afirmou o deputado em entrevista aos jornalistas Victor Pinto e Maria Lorena Alves, no programa Boa Tarde Bahia, da Band Bahia.
Sobre suas pretensões pessoais de ocupar futuramente um cargo na mesa ou até mesmo presidir a ALBA, o petista destacou que esse "não é um projeto de vida".
"Não vou dizer pra você que se tiver a oportunidade em algum momento, se eu ainda tiver deputado estadual, não seria de bom grado. Mas isso não é um projeto de vida, isso não é uma ambição pessoal. Sempre foi um desejo do nosso partido, há um certo preconceito, na minha opinião, com o Partido dos Trabalhadores, e por detrás desse preconceito vem um discurso de que não pode ser o governo do PT e o presidente da assembleia do PT. Na época dos governos carlistas teve isso a vida inteira e muitas das pessoas que hoje estão na assembleia vivenciaram esse momento e esse quesitonamento nunca existiu. Quando o presidente Lula iniciou seu mandato, nós tivemos a presidência da Câmara dos Deputados e ele presidente do Brasil. Então, é isso, um certo preconceito, na minha opinião, que tem com o PT. É lógico, aí também tem essa outra parte da distribuição do poder e eu acho que faz parte do jogo político. Eu acho que a gente precisa deixar às claras isso. É algo que eu quero, inclusive passado esse momento aí, é conversar um pouco com os deputados da base e de oposição, porque a casa ela se movimenta por outras motivações, pelos interesses internos e pelos interesses externos. E hoje está muito dentro dos interesses internos do que externos. Agora foi algo mais externalizado por conta de uma posição do senador Ângelo Coronel, certo, que pautou esse debate público muito mais dele do que do filho dele", afirmou.
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