Política
O prefeito de Gongogi, Adriano Mendonça (Avante), está entre os alvos de uma operação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU), que investiga um esquema criminoso envolvendo fraudes em licitações municipais no interior da Bahia. Um dos mandados de busca e apreensão foi cumprido na residência do gestor municipal. Também foi alvo o vice-prefeito da cidade, Fernando Matos (Avante), além de outras autoridades públicas.
Até o momento, a PF não detalhou a participação dos gestores municipais no possível esquema. Batizada de Operação Severus, a ação da CGU e da PF faz como parte da segunda fase da Operação Pacto Infame.
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De acordo com as investigações, os agentes identificaram utilização de recursos federais para realizar os desvios. A PF informou que apura a possível atuação de organização criminosa estruturada no âmbito da administração municipal, com participação de agentes públicos e particulares. O grupo teria fraudado procedimentos licitatórios, desviado de recursos públicos para promover corrupção e lavagem de dinheiro.
A Justiça Federal ainda determinou a apreensão de documentos e mídias, valores em espécie, joias e veículos relacionados aos investigados. A pedido da PF e da CGU, o TRF1 também determinou medidas cautelares patrimoniais, com bloqueio e indisponibilidade de valores, veículos, imóveis e outros bens, até o limite de R$ 2 milhões.
Ao todo, são 33 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). Além de Gongogi, também foram deflagradas ações nos municípios baianos de Itabuna, Ilhéus, Dário Meira, Ipiaú, Ibicaraí, Valença e Eunápolis, com a participação de policiais federais e auditores da CGU.
"Os elementos reunidos até o momento indicam, entre outras irregularidades, possível direcionamento de licitações, utilização de documentos falsos, simulação de procedimentos administrativos, pagamentos por serviços não executados ou executados parcialmente e posterior movimentação dos valores desviados por meio de interpostas pessoas e empresas", disse a PF, por meio de nota.
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